terça-feira, 15 de setembro de 2026

Estimativa da safra agrícola de 2026 é maior do que a de 2025

IBGE projeta que safra 2026 alcançará 352,9 milhões de t, 2% maior ante 2025

A área a ser colhida foi de 83,1 milhões de hectares, com aumento de 1,5 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento de 1,8%


IBGE projeta que safra 2026 alcançará 352,9 milhões de t, 2% maior ante 2025
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A safra agrícola de 2026 deve totalizar 352,9 milhões de toneladas, 6,8 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2025, um aumento de 2,0%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de abril, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A estimativa de julho de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas havia sido de 353 milhões de toneladas.

Área a ser colhida

A área a ser colhida na safra agrícola de 2026 está estimada em 83,1 milhões de hectares, com aumento de 1,5 milhão de hectares em comparação com 2025, crescimento de 1,8%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou declínio de 17.303 hectares, segundo o IBGE.

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas está projetada em 352,9 milhões de toneladas, 2,0% (6,8 milhões de toneladas) maior que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas), com declínio de 81.416 toneladas (0,0%) em relação à julho de 2026.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,4% da área a ser colhida.

Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,8 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 141,8 milhões de toneladas (29,7 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 112,1 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).

A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas; a do trigo, em 6,3 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço), em 9,2 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 5,8 milhões de toneladas.

No que se refere à produção, ocorreram acréscimos de 5,3% para a soja, de 8,1% para o sorgo, bem como decréscimos de 6,7% para o algodão herbáceo (em caroço), de 11,2% para o arroz em casca, de 6,6% para o feijão e de 18,9% para o trigo.

Para o milho, houve um crescimento de 95 918 toneladas (0,1%), com aumento de 15,5% para o milho 1ª safra e declínio de 3,4% para o milho 2ª safra).

Comparação com o ano anterior

Quanto à área a ser colhida, em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,3% na área a ser colhida da soja, de 2,1% na do milho (aumentos de 8,0% no milho 1ª safra e de 0,6% no milho 2ª safra) e de 23,4% na do sorgo, ocorrendo declínios de 5,0% na do algodão herbáceo (em caroço), de 12,5% na do arroz em casca, de 4,1% na do feijão e de 19,4% para o trigo.

Regiões

Entre as grandes regiões do País, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 178,0 milhões de toneladas (50,4%); Sul, 91,8 milhões de toneladas (26,0%); Sudeste, 31,1 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 29,8 milhões de toneladas (8,5%) e Norte, 22,3 milhões de toneladas (6,3%).

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (6,3%) e Nordeste (7,3%); negativa para a Norte (-0,1%) e a Centro-Oeste (-0,4%), e estável para a Sudeste (0,0%). Quanto à variação mensal, apresentou crescimento: a Sul (0,3%); declínios, a Sudeste (-0,1%), a Norte (-0,3%) e a Nordeste (-0,6%), enquanto a Centro-Oeste apresentou estabilidade (0,0%).

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,1%, seguido pelo Paraná (13,4%), Rio Grande do Sul (10,5%), Goiás (9,6%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,6% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (50,4%), Sul (26,0%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,5%) e Norte (6,3%).

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Corrida presidencial entra na reta final com cenário de forte equilíbrio entre Lula e Flávio

LULA X FLÁVIO: empate técnico marca reta final, mas cenário era bem diferente em 2022; confira os dados

LULA X FLÁVIO: empate técnico marca reta final, mas cenário era bem diferente em 2022; confira os dados

A corrida presidencial entrou na reta final com um cenário de forte equilíbrio entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A três semanas do primeiro turno, diferentes pesquisas nacionais mostram os dois tecnicamente empatados em simulações de segundo turno.

O quadro chama atenção quando comparado ao mesmo período da eleição de 2022. Há quatro anos, nesta altura da campanha, os principais levantamentos apontavam Lula numericamente à frente de Jair Bolsonaro, com diferenças superiores às margens de erro.

Agora, o retrato é outro.

Pesquisa Quaest divulgada nessa segunda-feira (14) mostrou Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 40% de Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.

O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro.

A AtlasIntel/Bloomberg também encontrou uma disputa apertada. Na pesquisa divulgada no dia 10, Flávio Bolsonaro apareceu com 46,4%, enquanto Lula registrou 46,2%.

A diferença foi de apenas 0,2 ponto percentual, dentro da margem de erro de um ponto.

Outro levantamento, do Datafolha, também registrou empate técnico: Lula marcou 46% e Flávio Bolsonaro, 44%, com margem de erro de dois pontos.

Comparativo com a eleição de 2022

Na mesma época da eleição presidencial de 2022, Lula aparecia com vantagem numérica mais ampla sobre Jair Bolsonaro.

Em 14 de setembro daquele ano, a Genial/Quaest mostrava Lula com 42% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% de Bolsonaro.

Em uma eventual disputa de segundo turno, Lula aparecia com 48%, enquanto Bolsonaro tinha 40%.

A diferença, portanto, era de oito pontos percentuais.

Poucos dias antes, em 09 de setembro de 2022, o Datafolha apontava um cenário ainda mais distante.

Lula tinha 45% no primeiro turno, contra 34% de Bolsonaro. Na simulação de segundo turno, o petista marcava 53%, enquanto Bolsonaro aparecia com 39%.

Eram 14 pontos percentuais de diferença.

Resultado das urnas em 2022

Quando os votos foram efetivamente contados no primeiro turno de 2022, a diferença entre os dois principais candidatos ficou menor do que aquela registrada por alguns levantamentos semanas antes.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula terminou o primeiro turno com 48,43% dos votos válidos, somando 57,2 milhões de votos.

Bolsonaro obteve 43,20%, com pouco mais de 51 milhões.

A diferença foi de 5,23 pontos percentuais.

A eleição seguiu para o segundo turno, e Lula acabou eleito presidente no dia 30 de outubro.

Análise do cenário eleitoral de 2026

A principal diferença observada nos levantamentos é objetiva: em setembro de 2022, Lula aparecia numericamente à frente de Jair Bolsonaro e fora da margem de erro nas pesquisas citadas.

Em setembro de 2026, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem dentro da margem de erro em diferentes levantamentos de segundo turno.

Os números, no entanto, não permitem antecipar o resultado da eleição.

Pesquisas eleitorais são retratos do momento em que foram realizadas e podem variar conforme instituto, metodologia, amostra, período de coleta e movimentação do eleitorado até o dia da votação.

Ainda assim, a comparação mostra que, a três semanas da eleição, o cenário registrado pelas pesquisas em 2026 é mais apertado numericamente do que aquele observado no mesmo período da campanha presidencial de 2022.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Suedna Lima

Polícia Civil prende 27 pessoas e bloqueia R$ 144 milhões na Paraíba

Mais de 25 pessoas são presas, nesta terça-feira (15), em Campina Grande, e aproximadamente R$ 144 milhões são bloqueados em operação da Polícia Civil da Paraíba

Homem suspeito preso durante operação em Campina Grande - (Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil da Paraíba bloqueou aproximadamente R$ 144 milhões e prendeu 27 pessoas durante a Operação Bon Vivant, deflagrada nesta terça-feira (15), em Campina Grande. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

A operação foi conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACCO) após mais de um ano de investigação. Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam diferentes estratégias para movimentar e ocultar os valores obtidos com atividades criminosas.

Entre os mecanismos identificados estão o uso de criptomoedas, compra de cavalos de raça e investimentos em negócios relacionados à carreira de um cantor. Conforme a investigação, o grupo pretendia utilizar o crescimento da carreira artística como forma de movimentar e lavar dinheiro ilícito.

Além do bloqueio financeiro, a operação resultou na apreensão de carros de luxo, jet skis e outros veículos de lazer. Também foram sequestrados três imóveis apontados como pertencentes ao grupo e bloqueados valores mantidos em duas intermediadoras de criptomoedas.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, alguns investigados foram encontrados em condomínios de luxo. Segundo a Polícia Civil, o líder da organização tentou fugir pelos telhados, mas retornou para a residência e acabou localizado escondido embaixo da cama.

Das 27 pessoas presas, 15 já estavam custodiadas em unidades prisionais. Os demais presos foram conduzidos à unidade policial para os procedimentos cabíveis e permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que a operação busca atingir a estrutura financeira da organização criminosa e reduzir sua capacidade de movimentação de recursos.

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Impugnações de registro de candidaturas

Ministério Público Eleitoral contestou o registro de mais de 1.000 candidatos nas Eleições 2026; isso corresponde a cerca de 5% dos quase 21 mil pedidos recebidos pela Justiça Eleitoral

O Ministério Público (MP) Eleitoral contestou na Justiça mais de mil registros de candidatura apresentados em todo o país para disputar as eleições de outubro deste ano. Isso corresponde a cerca de 5% dos quase 21 mil pedidos recebidos pela Justiça Eleitoral para concorrer aos cargos de presidente, governador, senador e deputado federal, estadual e distrital.

Na última sexta-feira (11), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sessão virtual, acolheu o pedido do MP Eleitoral e barrou a candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República. No processo de impugnação, o Ministério Público apontou que o político não comprovou sua filiação ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) dentro do prazo legal, uma vez que ele estava filiado ao União Brasil em abril, prazo final para escolha do partido.

Além disso, o MP Eleitoral argumentou no pedido que Pablo Marçal está ilegível até 2032, pois foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação social nas eleições municipais de 2024. Todos os ministros acolheram os argumentos do Ministério Público e negaram o pedido de registro do político nas eleições deste ano.

Para que uma pessoa possa disputar as eleições, ela precisa atender a requisitos previstos em leis e na Constituição Federal, além de não estar enquadrada em causas que geram inelegibilidade. De acordo com dados do TSE, a Justiça Eleitoral já barrou este ano 309 registros de candidatura. Há outros 829 registros que também foram negados, mas ainda aguardam o julgamento de recursos apresentados pelos políticos.

Entre os motivos para barrar as candidaturas estão o não atendimento de critérios previstos em lei para ser candidato, falta de quitação eleitoral, afastamento de cargo ou função pública fora do prazo exigido pela lei, casos de inelegibilidade, etc. Além do Ministério Público, candidatos, partidos, federações e coligações também podem contestar na Justiça a validade dos pedidos de registro de candidatura.

Confira a quantidade de impugnações apresentadas pelo MP Eleitoral em cada estado: São Paulo (557), Maranhão (55), Paraíba (55), Minas Gerais (43), Distrito Federal (42), Bahia (35), Acre (22), Goiás (20), Paraná (19), Amapá (17), Rio de Janeiro (15), Espírito Santo (15), Rio Grande do Sul (13), Roraima (12), Tocantins (12), Mato Grosso do Sul (10), Pernambuco (10), Amazonas (9), Rio Grande do Norte (9), Pará (8), Piauí (8), Mato Grosso (7), Rondônia (6), Alagoas (5), Ceará (3), Santa Catarina (2) e Sergipe (1).

Outros julgamentos – Nessa segunda-feira (14), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) acolheu, por unanimidade, ação do MP Eleitoral para barrar a candidatura do deputado estadual Kléber de Almeida, conhecido como Binho Galinha, do Avante, por envolvimento com o crime organizado. Provas reunidas em quatro ações penais apontam que o político ocupa posição de liderança e de comando em uma organização criminosa.

No início deste mês, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) acolheu pedido do MP Eleitoral e negou o registro de José Roberto Arruda ao governo do DF para as Eleições Gerais de 2026. O ex-governador foi condenado seis vezes por atos de improbidade administrativa e permanece inelegível, conforme apontou o Ministério Público na ação.

Já em Minas Gerais, o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-MG) também barrou a candidatura de Eduardo Cunha (Republicanos) a deputado federal. O MP Eleitoral apontou na ação que o ex-presidente da Câmara dos Deputados permanece inelegível até 2027, devido à cassação de seu mandato parlamentar. Cunha e Arruda recorreram das decisões e os casos ainda aguardam julgamento definitivo da Justiça.

Cota de gênero – A Justiça Eleitoral barrou ainda 100 Demonstrativos de Regularidade dos Atos Partidários (Drap), por não cumprimento à cota de gênero. Essa cota prevista em lei obriga as legendas a registrarem ao menos 30% de mulheres entre as candidaturas apresentadas para disputar os cargos de deputado federal, estadual e distrital.

O Drap deve ser apresentado pelos partidos, coligações e federações à Justiça para demonstrar a regularidade, inclusive documental, das convenções que realizaram e da escolha de candidatos. Quando esse demonstrativo é barrado pela Justiça Eleitoral, toda a lista de candidaturas registradas é considerada inválida e os candidatos ficam impedidos de participar da eleição.

No Acre, por exemplo, a pedido do MP Eleitoral, a Justiça indeferiu a chapa do Agir para deputado estadual por descumprir a cota de gênero.

Blog JURU EM DESTAQUE com Paraíba Já

Impedimento e suspeição de ministros em julgamento do STF

Kássio Nunes Marques se declara impedido, e Dias Toffoli suspeito em julgamento no STF; a Corte avalia abrir investigação contra ministro Alexandre de Moraes

Brasília (DF), 15/09/2026 - STF julga suposta relação entre Moraes e Vorcaro.
Foto:  Valter Campanato/Agência Brasil & Rosinei Coutinho/STF
© Valter Campanato/Agência Brasil & Rosinei Coutinho/STF
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Os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declararam-se impedido e suspeito, respectivamente, para participar do julgamento sobre a possível abertura de uma investigação inédita contra um de seus membros, o ministro Alexandre de Moraes. 

Nesta terça-feira (15), o plenário do STF analisa um relatório da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF) que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, dono do antigo Banco Master. A sessão extraordinária foi marcada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. 

Segundo Marques, seu impedimento ocorre em virtude do impacto do julgamento sobre a eleição presidencial de outubro, tendo em vista ser ele o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Em discurso antes do início da votação, Marques argumentou que o cargo impediria que ele proferisse um voto que possa ter impacto sobre a corrida presidencial. Ele destacou ainda não ter julgado “nenhum caso ligado ao Master” e ter votado pela manutenção da prisão preventiva de Vorcaro. 

Já Toffoli, por sua vez, recordou já ter se declarado suspeito para julgar qualquer procedimento ligado ao caso Master em abril, após o surgimento de um relatório da Polícia Federal (PF) que sugeria ligação entre ele e Vorcaro. 

O ministro, que à época era relator do caso Master, alegou motivo de foro íntimo e negou outros motivos para sua suspeição, que frisou ser diferente de um impedimento. 

“Me senti na obrigação também de preservar a Corte, de manifestar a minha suspeição por motivo de foro íntimo. Não impedimento. Por motivo de foro íntimo. Para não constranger e não ter algum tipo de viés de constrangimento à Corte”, justificou Toffoli. 

Após as falas de Nunes Marques e Toffoli, a sessão plenária seguiu com um aparte do ministro Flávio Dino, que suscitou questões preliminares a serem discutidas antes do início do julgamento. 

Em seguida, o decano do Supremo, ministro Gilmar Mendes, começou a apresentar argumentos relativos à legitimidade de Mendonça para ter permitido que a PF avançasse em investigação sobre um dos membros da Corte, sem comunicar ao plenário. 

A Constituição da República e o Regimento Interno do STF preveem que cabe somente ao plenário da Corte processar e julgar um de seus membros. 

Filho 

Em sua fala, Nunes Marques negou ainda que seu filho, o advogado Kevin Nunes Marques, tenha interesses vinculados ao Master, conforme noticiado pela imprensa nos últimos dias.  

“Meu filho nunca prestou serviço ao banco nem nunca foi remunerado pelo banco”, afirmou o ministro. “Quanto a isso eu tenho a absoluta isenção, e a sua isenção está calcada e comprovada nos votos que proferi”, acrescentou Nunes Marques. 

Mensagens

O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. 

A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. 

Entenda 

O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro. 

Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. 

Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

Reação

Em reação ao relatório da PF, Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos. 

O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. 

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. 

Matéria ampliada às 12h15

Dois ministros se declaram suspeitos em julgamento do STF

Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli se declaram suspeitos e não votarão em sessão sobre Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF)

A sessão desta terça-feira é marcada por tensão entre as alas opostas do STF, encabeçadas por Alexandre de Moraes e pelo ministro André Mendonça, em ação envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro


Kassio e Toffoli se declaram suspeitos e não votarão em sessão sobre Moraes no STF
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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os ministro Kassio Nunes Marques, e Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), se declararam suspeitos e não votarão na sessão inédita desta terça-feira (15) sobre o relatório da Polícia Federal acerca das mensagens de Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. 

Kassio decidiu não votar alegando que, como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ideal seria não participar de julgamento que pode ter efeito nos rumos da eleição. O ministro tomou a decisão após novos diálogos citarem pagamentos a seu filho.

Ainda assim, o magistrado se defendeu de suspeitas ligadas à sua ligação ou a de seu filho com Vorcaro ao Master. "Meu filho nunca prestou serviço ao banco e nem foi remunerado pelo banco. Isso é fato, meu sigilo já foi quebrado", afirmou. O ministro ainda acrescentou que nunca conversou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Os pagamentos ao filho de Kassio seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária. As mensagens foram trocadas entre Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master, e o ex-banqueiro. Nelas, Rennó fala em pagamentos mensais de R$ 500 mil.

A assessoria do filho do magistrado afirmou por meio de nota que "o advogado Kevin Marques não prestou serviço ao banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. Como informado anteriormente, o advogado Kevin Marques recebeu R$ 281,6 mil da Consult, empresa à qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa. A atuação profissional do advogado Kevin Marques em favor da Consult não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal".

Já Toffoli alegou suspeição de foro íntimo, mas avisou ao presidente da corte, Edson Fachin, que não irá se retirar do plenário do Supremo e poderá usar a palavra.

Ao se pronunciar, Toffoli defendeu que a corte entendeu que não foram encontrados indícios de ilícitos contra ele após serem reveladas conexões com Daniel Vorcaro. Ele afirmou que o afastamento da relatoria do caso se deu para "preservar a corte" e relembrou a reunião com os outros nove ministros que selou a decisão.

A sessão desta terça é marcada por tensão entre as alas opostas do Supremo, encabeçadas por Moraes e pelo ministro André Mendonça, sem expectativa de trégua nem espaço para acordos de pacificação.

Pelo menos três ministros já afirmaram a interlocutores que não veem clima, pelo menos até o fim do ano, para sessões plenárias presenciais que se destinem a discutir temas diversos, como processos tributários ou trabalhistas -e já anteveem um boom de julgamentos em plenário virtual.

Sob pressão, o presidente do STF, Edson Fachin, que assumiu a relatoria do caso que trata do elo de Moraes e Vorcaro, divulgou um rito genérico para a sessão e informou que será o primeiro a se manifestar.

A sessão desta terça foi marcada para analisar especificamente se há base para iniciar uma investigação contra Moraes. Fachin marcou uma outra sessão, no dia 23, para a análise da conduta de Mendonça na condução do caso Master e do INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).

Na disputa instalada, a expectativa é que ministros tentem, de lado a lado, incluir outros casos na discussão. Ministros devem argumentar que Moraes merece o mesmo tratamento e benefício da dúvida que outros integrantes do STF que foram citados ou tiveram familiares citados em diálogos de Vorcaro.

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STF julga caso Alexandre Moraes e Vorcaro: entenda o que será decidido

Supremo se reúne nesta terça-feira (15), para analisar a Petição 16.662, que reúne relatório da Polícia Federal com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro

O plenário também deverá enfrentar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular a apuração determinada por André Mendonça.

STF julga caso Moraes e Vorcaro: entenda o que será decidido
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O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15), a partir das 10h, pelo horário de Brasília, uma sessão plenária extraordinária para analisar a Petição 16.662, processo que reúne um relatório da Polícia Federal com informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e referências ao ministro Alexandre de Moraes. 

O principal ponto a ser enfrentado pelo plenário é se há base para a abertura de uma investigação sobre Moraes a partir do material produzido pela PF. Antes disso, os ministros também deverão analisar uma questão fundamental: a Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que a apuração determinada pelo ministro André Mendonça é nula.

A Petição 16.662 aparece atualmente no sistema do Supremo sob a relatoria do ministro presidente, Edson Fachin. O processo foi remetido à Presidência depois de Fachin determinar que procedimentos envolvendo integrantes da própria Corte passassem pela Presidência e pelo plenário.

O que está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF)

O caso teve origem em dados obtidos pela Polícia Federal durante as investigações sobre o Banco Master. A PF analisou material extraído do telefone de Daniel Vorcaro e identificou mensagens, registros de encontros, documentos e outras informações envolvendo autoridades.

Parte do conteúdo faz referência direta a Alexandre de Moraes. Em outros trechos, a própria PF afirma apenas suspeitar que o ministro seria o interlocutor de Vorcaro.

Há uma particularidade importante: a extração recuperou mensagens enviadas pelo ex-banqueiro, mas, em parte das conversas, eventuais respostas não foram recuperadas. Segundo a investigação, eram utilizadas imagens de visualização única com textos produzidos em outro aplicativo. Os documentos também não demonstram, por si só, que pedidos atribuídos a Vorcaro tenham sido atendidos.

Entre os episódios apontados pela PF está uma mensagem em que Vorcaro pergunta, dois dias antes de ser preso, se deveria deixar o país. Em outras comunicações, o banqueiro pede ajuda envolvendo "Andrei e Paulo", referências que os investigadores relacionam ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O relatório também aborda um contrato de aproximadamente R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. A PF aponta que Moraes participou da edição de trechos do documento. O ministro contesta as conclusões extraídas do material e nega ter cometido irregularidades.

Procuradoria-Geral da República (PGR) pede anulação da apuração

A Procuradoria-Geral da República defende que a investigação determinada por André Mendonça seja considerada nula.

O procurador-geral Paulo Gonet argumentou que Mendonça não poderia ter determinado, por iniciativa própria, o aprofundamento de uma investigação direcionada a outro ministro do Supremo sem pedido do Ministério Público ou da autoridade policial.

Segundo a PGR, diante do surgimento de elementos envolvendo Moraes, o material deveria ter sido encaminhado ao presidente do STF, a quem caberia submeter ao plenário a decisão sobre uma eventual investigação.

Gonet sustentou que a ordem para investigar pessoas específicas, sem solicitação do Ministério Público ou iniciativa da polícia, ultrapassaria os poderes de um magistrado na fase pré-processual.

A validade dessa apuração, portanto, é uma das questões centrais que os ministros terão de enfrentar antes de decidir sobre eventual aprofundamento das investigações.

Como será a sessão desta terça-feira (15)

O STF já definiu o rito da sessão extraordinária.

Edson Fachin abrirá os trabalhos às 10h. Em seguida, a secretária do plenário fará a leitura da ata da sessão anterior, e o presidente da Corte realizará as formalidades iniciais.

Depois, Fachin chamará a Petição 16.662 para julgamento e passará a palavra a André Mendonça, que fará a leitura do relatório do processo.

Na sequência, será a vez da Procuradoria-Geral da República se manifestar. Depois da manifestação da PGR, terá início a fase de votação.

A sessão será presencial e terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pelos canais oficiais do Supremo na internet.

Alexandre de Moraes poderá participar do julgamento?

Até a divulgação do rito, o Supremo não havia confirmado se Alexandre de Moraes participará da sessão ou da votação sobre o processo que envolve seu próprio nome.

A participação de Dias Toffoli também não havia sido confirmada. O ministro já se declarou impedido de atuar em processos relacionados ao caso Banco Master.

Esse ponto poderá ser esclarecido apenas no início dos trabalhos.

Fachin assumiu a relatoria do processo

A Petição 16.662 foi inicialmente conduzida por André Mendonça, que determinou diligências e retirou o sigilo do procedimento.

Em 12 de setembro, porém, o processo foi remetido à Presidência do STF. O andamento oficial passou a identificar como relator o "ministro presidente", ou seja, Edson Fachin.

Apesar da mudança de relatoria, Mendonça será responsável pela leitura do relatório durante a sessão desta terça, conforme o rito divulgado pelo próprio Supremo.

Caso envolvendo André Mendonça será analisado separadamente

O plenário não deverá julgar nesta terça-feira as acusações feitas contra André Mendonça em meio à disputa interna provocada pelo caso.

Fachin rejeitou a tentativa de reunir os dois procedimentos e marcou para 23 de setembro uma sessão específica para analisar o pedido de investigação contra Mendonça.

Segundo o presidente do STF, esse segundo procedimento ainda precisava passar por instrução e reunir os elementos necessários antes de ser submetido ao plenário.

Assim, a pauta desta terça-feira ficará concentrada na Petição 16.662, na validade da apuração que deu origem ao relatório da Polícia Federal e na possibilidade de abertura de uma investigação relacionada aos elementos que envolvem Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

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Pesquisa mostra que 50% dos brasileiros desaprovam o governo Lula

Instituto de pesquisa Quaest aponta que 50% desaprovam e 43% aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Pesquisa Quaest divulgada nessa segunda-feira (14) mostra que 50% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 43% aprovam. Outros 7% dos entrevistados não souberam ou não responderam. Os percentuais de aprovação e desaprovação permaneceram iguais aos registrados no levantamento anterior, divulgado em 7 de setembro.

Na avaliação da administração federal, 38% consideram o governo negativo, enquanto 32% fazem uma avaliação positiva e 27% classificam a gestão como regular. Outros 3% não souberam ou não responderam. Em relação à pesquisa anterior, a avaliação positiva oscilou de 34% para 32%, enquanto a regular passou de 25% para 27%; a negativa permaneceu em 38%.

Além da avaliação do governo, o levantamento mediu as intenções de voto para a Presidência da República. Lula aparece com 36%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 31%, e Augusto Cury (Avante), com 7%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) registram 4% cada, enquanto Romeu Zema (Novo) tem 1%. Os demais candidatos aparecem com 0%, dentro da margem de erro.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece numericamente à frente, com 42% contra 40% do presidente, mas a diferença está dentro da margem de erro da pesquisa, configurando empate técnico. Nos demais cenários, Lula também aparece tecnicamente empatado com Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Contra Romeu Zema, o presidente registra 45%, ante 33% do governador de Minas Gerais.

Dados da pesquisa

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo em parceria com o jornal O Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.

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Concurso público para o TJPB

Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) anuncia concurso público com 56 vagas para servidores e juízes

Foto; divulgação / TJPB

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) prepara um concurso público com 56 vagas, sendo 50 destinadas a servidores e seis para a magistratura.

Entre as oportunidades para servidores, estão 25 vagas para analista judiciário, 20 para analista de tecnologia da informação e cinco para analista de contadoria. Para a magistratura, estão previstas seis vagas para juiz substituto.

O edital ainda não foi divulgado. De acordo com o TJPB, o concurso está em fase de preparação e a banca organizadora ainda será escolhida.

Segundo o tribunal, a previsão é que a seleção seja realizada ainda durante a atual gestão.

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Sessão para julgamento de Alexandre de Moraes

Supremo Tribunal Federal (STF) define rito e Alexandre de Moraes terá direito de se defender em julgamento sobre investigação

O STF publicou as normas da sessão desta terça-feira (15), que prevê sustentações orais, proibição de celular e acesso restrito ao plenário

STF define rito e Moraes terá direito de se defender em julgamento sobre investigação
Foto: Reprodução/Rosinei Coutinho (STF)

O Supremo Tribunal Federal publicou as normas que vão orientar a sessão desta terça-feira (15), quando o plenário decide se autoriza ou não a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O rito prevê a possibilidade de sustentações orais, e o ministro terá direito de se defender. O julgamento será transmitido pelo portal Polêmica Paraíba a partir das 10h.

Em votação nesta terça-feira, os ministros vão analisar se abrem ou não a investigação sobre o suposto envolvimento de Moraes com o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Como será o rito da sessão

O julgamento começa com a abertura dos trabalhos no plenário. Segundo nota do STF, ‘após a abertura dos trabalhos, será feita a leitura e a aprovação da ata da sessão anterior, seguida da saudação de praxe aos ministros’. Em seguida, está previsto que o relator faça a leitura do relatório e delimite o tema da votação.

A sequência da sessão prevê ainda o pronunciamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e, depois, a apresentação do voto pelo relator. A possibilidade de sustentações orais também está contemplada no rito publicado.

A relatoria do processo foi assumida por Edson Fachin neste fim de semana. As investigações vinham sendo conduzidas inicialmente por André Mendonça no STF, mas Fachin avocou a relatoria na última semana, período marcado por uma guerra de liminares e ofícios e por uma acusação de parcialidade contra Mendonça. Em despacho recente, a PGR defendeu a nulidade do relatório da Polícia Federal.

O que motiva a votação

A votação trata do suposto envolvimento de Moraes com Daniel Vorcaro. Um relatório da Polícia Federal apontou mensagens do empresário para o ministro, nas quais Vorcaro pediria auxílio a Moraes em sua defesa. Na antevéspera de sua prisão, o empresário teria perguntado se deveria deixar o País.

O material também menciona conversas do procurador-geral Paulo Gonet com Vorcaro por meio de um intermediário, além de uma conversa telefônica direta e de um convite para degustação de uísque e charutos em Londres.

Segurança reforçada e acesso restrito

Para a sessão, o STF determinou a proibição do uso de celular. Os aparelhos deverão ser mantidos lacrados e desligados em uma sacola de segurança. O planejamento de segurança também prevê inspeção com detectores de metais e equipamentos de raio-X.

A medida de proibição de celular foi adotada pela primeira vez em 22 de abril de 2025, durante o julgamento do núcleo 2 da trama golpista.

O acesso ao plenário será liberado, conforme comunicado do STF, ‘somente às pessoas que tiveram a presença confirmada pelo Cerimonial do STF’. Ficam vedadas manifestações dos presentes. Os jornalistas ficarão restritos ao comitê de imprensa e à marquise do tribunal, de onde a sessão será transmitida.

A senadora Tereza Cristina acionou 40 senadores para acompanhar o julgamento em Brasília.

Fonte: Polêmica Paraíba com Estadão

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Alexandre de Moraes e André Mendonça, os pivôs da maior crise da história recente do STF

Ministro Edson Fachin nega pedido para julgar André Mendonça junto com Alexandre de Moraes e marca outra sessão para o dia 23

Alexandre de Moraes argumentou que seu pedido visava evitar o risco de "decisões conflitantes e tumulto processual" em pedido enviado ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin


Fachin nega pedido para julgar Mendonça junto com Moraes e marca outra sessão para o dia 23
© Getty Images

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, decidiu manter na pauta da sessão marcada para esta terça-feira (15) apenas o julgamento da investigação contra a atuação do ministro Alexandre de Moraes e sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

Edson Fachin negou pedido do decano Gilmar Mendes para que fosse também colocada em discussão a investigação contra o colega André Mendonça, mas marcou a análise deste caso para a semana seguinte, no dia 23.

Segundo o presidente do STF, a manutenção apenas do julgamento contra Alexandre de Moraes "assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste tribunal, viabilizando a apreciação de matéria cujo contraditório e elucidação preliminar já se terá aperfeiçoado".

Alexandre de Moraes e André Mendonça são atualmente os pivôs da maior crise da história recente do Supremo.

O estopim foram as mensagens, reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e às quais a Folha também teve acesso que Daniel Vorcaro teria enviado a Alexandre de Moraes.

Às vésperas de ser preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, o dono do Banco Master pediu ao ministro informações sobre a investigação, marcou encontros com ele e inclusive perguntou se deveria fugir do país.

A troca de mensagens foi registrada em um relatório produzido pela Polícia Federal a pedido de André Mendonça, que também o tornou público. O material também registra menções a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Alexandre de Moraes contra-atacou e, também com base em um "relatório de inteligência" da Polícia Federal - este apontando métodos supostamente irregulares de André Mendonça - pediu que seu colega fosse investigado por abuso de autoridade.

Diante da escalada, Edson Fachin determinou que o relatório contra Alexandre de Moraes deveria ser analisado pelo plenário da corte, e pautou para a sessão desta terça-feira.

Gilmar Mendes pediu, em ofício, que também fosse colocada em pauta o relatório contrário, contra André Mendonça, e que a sessão fosse adiada.

Edson Fachin negou e disse que a "inclusão imediata em calendário importaria na submissão ao Plenário de matéria cuja instrução preliminar ainda não se encontra concluída, o que inviabiliza a apreciação simultânea postulada".

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O Supremo no tribunal

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão a um julgamento em que a própria Corte é quem está no banco dos réus

Por Heron Cid
Imagem de ministros contrasta com clima de crise de credibilidade na suprema corte do Brasil - (Foto: Brenno Carvalho, O Globo)

Doze dias atrás, o fotógrafo Brenno Carvalho, de O Globo, capturou ministros do Supremo Tribunal Federal gargalhando durante uma conversa após a sessão que apreciou o tufão que enrolou integrantes da Corte.

Nesta terça-feira (14), o STF começa a julgar as mensagens entre Alexandre de Moraes e o chefão do Banco Master.

Os ministros vão a um julgamento em que a própria Corte é quem está no banco dos réus do tribunal popular.

Pesquisa Quaest revelou que 56% dos brasileiros dizem não confiar na Corte, enquanto apenas 9% manifestam muita confiança.

Noutra banda, 68% dos entrevistados são a favor de critérios mais rígidos no falido modelo de nomeações de ministros.

Os dados são eloquentes e gritam na tribuna do STF.

Antes os grandes escândalos do país subiam para julgamento do Supremo. Agora o Supremo é o próprio escândalo.

E a sentença de indignação a população sem toga já bateu o martelo. Falta agora o STF ter a coragem de julgar a si mesmo.

Tudo o que o Brasil não quer é que o dia termine em nova sessão de gargalhadas.

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Greve nos Correios

Tribunal Superior do Trabalho (TST) determina manutenção de 80% do efetivo dos Correios; o movimento grevista começou na última quinta-feira (10)

Brasília (DF) 24/01/2022 – Unidade de distribuição dos Correios em Brasília.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil
Versão em áudio

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria.

A decisão foi proferida no último sábado (12) pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, após a estatal recorrer ao tribunal para garantir o funcionamento mínimo da empresa, que considera a greve abusiva.

O presidente entendeu que o serviço prestado pelos Correios é essencial e que a greve pode impactar nas eleições.

"A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista", afirmou o ministro.

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve na quinta-feira (10) e buscam a aprovação do acordo coletivo de trabalho 2025/2026. Os sindicatos da categoria contestam o modelo de restruturação da estatal, que prevê o fechamento de agências, redução de distritos postais. A categoria também afirma que não pode ser responsabilizada pela crise financeira da estatal.

Campanha salarial

O movimento grevista teve início na última quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a deflagração aconteceu após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

Entregas

Em nota à imprensa, os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade de negócios para reduzir os impactos da greve.

"Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico", informou a estatal.

domingo, 13 de setembro de 2026

Aniversariante do Dia

Os parabéns especiais do Blog JURU EM DESTAQUE deste domingo, 13 de setembro, são para minha neta nº 01, ANA LUNNA

Parabéns, minha neta querida!
Que Deus seja uma presença constante durante toda a sua vida, protegendo-a e lhe orientando sempre, e que guie os seus passos para que nunca se desvie do caminho do bem.
Feliz aniversário!