domingo, 23 de agosto de 2026

Representação da Paraíba em Brasília

Deputados federais e senadores: saiba o que fazem os representantes da Paraíba no Congresso Nacional

O Congresso Nacional, em Brasília, reúne o Senado Federal e a Câmara dos Deputados

O Portal Fonte83 dá continuidade à série especial sobre as eleições de 2026 e, nesta segunda reportagem, volta o olhar para dois dos cargos que estarão no centro da disputa de outubro: deputado federal e senador. Mais do que escolher nomes e números na urna, o eleitor estará definindo quem terá a responsabilidade de representar a Paraíba no Congresso Nacional, participar da elaboração de leis, fiscalizar o governo federal e influenciar decisões que afetam diretamente a vida dos brasileiros.

Na primeira reportagem da série, o Portal Fonte83 mostrou o papel do deputado estadual. Agora, a atenção se volta para Brasília, onde estão as duas Casas do Congresso Nacional: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Nas eleições de 4 de outubro, os paraibanos escolherão 12 deputados federais para mandatos de quatro anos e três senadores para mandatos de oito anos.

O que estará em jogo nas urnas de 2026

O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado em 04 de outubro. Na Paraíba, o eleitor terá seis escolhas na urna eletrônica: deputado estadual, deputado federal, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República.

A eleição para deputado federal ocorre pelo sistema proporcional. Já para o Senado, a escolha é majoritária. Em 2026, serão preenchidas duas das três cadeiras de cada estado, enquanto a terceira permanece para a próxima renovação.

O modelo explica uma diferença fundamental entre os dois cargos. O deputado federal representa a população na Câmara dos Deputados, enquanto o senador representa o estado no Senado Federal. Embora ambos sejam escolhidos pelo voto popular, suas atribuições e a forma de eleição são diferentes.

Deputado federal: a representação da população em Brasília

A Câmara dos Deputados é formada por 513 parlamentares, eleitos para mandatos de quatro anos. O número de representantes de cada estado varia conforme a população, respeitando o limite mínimo de oito e máximo de 70 deputados. Na Paraíba, são 12 cadeiras. Os deputados federais participam da elaboração e votação de leis, analisam projetos encaminhados pelo Executivo, apresentam propostas legislativas, participam de comissões e exercem uma das principais funções do Legislativo: fiscalizar as ações do governo federal.

A Câmara também desempenha papel decisivo em temas que interferem diretamente na vida dos municípios e dos estados, como orçamento federal, saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, programas sociais e distribuição de recursos.

Um dos pontos que diferenciam o deputado federal do senador é justamente a representação proporcional. Estados mais populosos elegem mais deputados, enquanto estados com menor população elegem menos. A lógica é aproximar a composição da Câmara do tamanho da população de cada unidade da Federação.

A Paraíba no comando da Câmara

A presença paraibana em Brasília ganhou ainda mais destaque na atual legislatura. O atual presidente da Câmara dos Deputados é o paraibano Hugo Motta, do Republicanos.

À frente da Câmara, o presidente exerce funções administrativas e conduz os trabalhos do plenário, além de ter papel importante na definição da pauta de votações e na condução dos trabalhos legislativos.

A posição também coloca a Paraíba no centro de decisões nacionais, em uma função que ultrapassa a atuação individual de um deputado e envolve diretamente o funcionamento da Câmara.

Senador: oito anos de mandato e representação do Estado

Se o deputado federal representa a população na Câmara, o senador tem como missão constitucional representar o Estado. É por isso que a composição do Senado é diferente: cada uma das 27 unidades da Federação, 26 estados e o Distrito Federal, possui três senadores, independentemente do tamanho de sua população.

O mandato é de oito anos. A renovação ocorre de forma alternada: em uma eleição, um terço das cadeiras é renovado; na seguinte, dois terços. Em 2026, será justamente a vez de uma renovação de dois terços. Por isso, cada eleitor votará duas vezes para senador.

Na prática, isso significa que a Paraíba escolherá dois novos representantes para o Senado, enquanto a terceira cadeira continuará sendo ocupada pelo senador cujo mandato não termina neste ciclo eleitoral.

O que faz um senador?

Professor Ítalo Fittipaldi

O professor Ítalo Fittipaldi, doutor em Ciência Política, professor do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), explica que a diferença entre os dois cargos está justamente na natureza da representação.

“O senador representa o Estado, enquanto o deputado federal representa a população propriamente dita. Tanto é que a Câmara dos Deputados é conhecida como a ‘Casa do Povo’.”

Segundo Fittipaldi, o Senado tem entre suas atribuições centrais a defesa do pacto federativo e dos interesses dos estados dentro da estrutura da República. “A prerrogativa principal desses senadores, na verdade, é respeitar o pacto federativo. Então os senadores estão preocupados ou estão sendo pautados pela manutenção do pacto federativo”, destacou.

O professor também destaca que a eleição para senador é majoritária, enquanto a escolha dos deputados federais ocorre pelo sistema proporcional. “Você tem três senadores por estado e, no caso, a função primordial deles é exatamente respeitar o pacto federativo. Estar atento para o cumprimento de que o Brasil é uma República Federativa”, afirmou.

Senado também fiscaliza e participa da criação das leis

O senador não atua apenas em votações no plenário. Assim como ocorre na Câmara, o Senado possui comissões temáticas que analisam projetos, discutem políticas públicas e acompanham assuntos específicos. Há comissões voltadas para temas como Constituição e Justiça, assuntos econômicos, relações exteriores, saúde, educação, segurança pública e defesa nacional.

Fittipaldi explica que essas estruturas são fundamentais para o acompanhamento das políticas públicas e para a análise das propostas que chegam ao Congresso. “Os senadores são distribuídos nessas comissões e essas comissões acompanham a execução das políticas públicas que dizem respeito às suas temáticas”, pontuou.

O professor acrescenta que a Comissão de Constituição e Justiça, por exemplo, analisa a legalidade e os aspectos constitucionais das propostas que passam pelo Senado. “A Comissão de Constituição e Justiça vai observar todo procedimento legal não só daquilo que o Executivo manda para o Senado ou manda para o Congresso, mas também as propostas legislativas que saem dessas duas Casas”, explicou.

Congresso Nacional: onde Câmara e Senado se encontram

Câmara dos Deputados e Senado Federal formam, juntos, o Congresso Nacional, responsável pelo exercício do Poder Legislativo federal. Entre suas funções estão a elaboração e aprovação de leis e a fiscalização do Estado brasileiro. Câmara e Senado também exercem outras atribuições previstas na Constituição, incluindo funções administrativas e julgadoras em situações específicas.

A diferença de representação é uma das características centrais do sistema: a Câmara representa a população, enquanto o Senado representa os estados e o Distrito Federal.

É dentro desse sistema que deputados federais e senadores participam de decisões que podem alterar leis, definir prioridades no orçamento e estabelecer políticas públicas de alcance nacional.

O eleitor precisa olhar além do número na urna

Com seis escolhas diferentes em outubro, a quantidade de números e nomes pode transformar a eleição em um verdadeiro teste de memória para o eleitor. Mas, para o professor Ítalo Fittipaldi, esse não deveria ser o critério utilizado para definir um voto.

Questionado pelo Portal Fonte83 sobre os erros mais comuns cometidos pelos eleitores na escolha dos representantes, ele foi direto: “Escolher o representante como se estivesse escolhendo um número na loteria esportiva. Esse é o maior erro”, disse.

Para o professor, o voto representa uma decisão política que terá consequências durante todo o período do mandato. “Quem são essas pessoas com quem você está dando, na verdade, um cheque em branco praticamente durante quatro ou oito anos, no caso dos senadores?”, questionou.

Fittipaldi defende que o eleitor procure conhecer os candidatos, suas propostas e suas posições antes de decidir. “A democracia exige responsabilidade. Exige participação. A participação tem um custo, mas é importante para que, de fato, a democracia possa funcionar”, destacou.

E resume a ideia que, segundo ele, deveria orientar a escolha: “Escolher um candidato não é simplesmente escolher um número. Eu não estou lançando a sorte. Estou, na verdade, definindo qual é o conjunto de políticas públicas que eu quero ver sendo ofertado durante um determinado período de tempo para mim, para a minha população, para a minha vizinhança”, detalhou.

O voto que começa na urna e chega às políticas públicas

A escolha de um deputado federal ou de um senador não termina no momento em que a urna registra o voto. A partir da posse, esses representantes passam a participar de decisões que envolvem o orçamento da União, projetos de lei, fiscalização do Executivo e discussões sobre políticas públicas nacionais.

Por isso, entender o que cada cargo faz é parte essencial do processo eleitoral. Em 2026, o eleitor paraibano não escolherá apenas nomes para ocupar cadeiras em Brasília. Estará definindo quem falará pela população e pelo Estado em uma das estruturas mais importantes da democracia brasileira.

O Portal Fonte83 segue com a série especial sobre as eleições de 2026, explicando, cargo a cargo, quem será escolhido, qual será o papel de cada representante e por que entender essas funções é fundamental antes de apertar o botão “Confirma” na urna eletrônica.

Na próxima etapa da série especial do Portal Fonte83, o foco será outro cargo que estará em disputa nas eleições de 2026, sempre com a proposta de traduzir para o eleitor, de forma direta, o que cada função representa e quais são suas principais responsabilidades.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Lucas Duarte / Fonte83

Agenda de campanha dos candidatos ao Governo da Paraíba

DOMINGO DE CAMPANHA: candidatos ao Governo da Paraíba percorrem municípios de diferentes regiões do Estado em busca de apoio

Os candidatos ao Governo da Paraíba seguem, neste domingo (23), com uma série de compromissos de campanha em diferentes regiões do Estado. As agendas incluem carreatas, caravanas e inauguração de comitê.

O candidato Cícero Lucena (MDB) concentra a agenda entre o Litoral Sul e o Vale do Paraíba. O primeiro compromisso está marcado para as 6h15, em Jacaraú, com a inauguração de um comitê.

Na sequência, Cícero participa de uma série de caravanas. Às 8h15, estará em Conde, com concentração na PB-008. Depois, segue para Pitimbu, às 9h15; Caaporã, às 10h15; Alhandra, às 12h15; e Pedras de Fogo, às 13h15.

Durante a tarde, a agenda continua em Juripiranga, às 15h15; Itabaiana, às 16h15; e termina em Mogeiro, às 18h15.

Já o candidato Lucas Ribeiro (PP) terá uma agenda concentrada no Cariri paraibano. A programação começa às 9h11, em Zabelê, com a caravana “Daqui Pra Melhor”.

Depois, Lucas passa por São Sebastião do Umbuzeiro, às 10h11; São João do Tigre, às 11h11; Camalaú, às 12h11; Congo, às 13h11; Caraúbas, às 14h11; São Domingos do Cariri, às 15h11; Cabaceiras, às 16h11; e encerra a programação em Boqueirão, às 18h11.

O candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL), cumpre agenda de campanha neste domingo (23) em Catolé do Rocha, no Sertão paraibano. Pela manhã, o candidato participa de compromissos no município e, durante a tarde, se reúne com lideranças políticas locais. A agenda de Efraim Filho está sujeita a alterações.

Demais candidatos

Até o fechamento desta matéria, não haviam sido divulgadas as agendas de campanha deste domingo dos demais candidatos registrados na disputa pelo Governo da Paraíba: Camilo Duarte (PCO), Pedro Coutinho (DC) e Yuri Ezequiel (UP).

As agendas podem sofrer alterações ao longo do dia, conforme a programação das campanhas.

Blog JURU EM DESTAQUE com PB Agora

Lula, Flávio e Zema desistem de participar do debate presidencial

Romeu Zema (Novo) desiste e primeiro debate presidencial terá só Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Alberto Cury (Avante)

Caiado, Renan e Cury

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) desistiu de participar do debate promovido pela Band neste domingo (23). Com a saída, o encontro passou a contar apenas com Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

A desistência de Zema foi comunicada neste domingo pela equipe do candidato. Segundo os assessores, a mudança na data do debate teria sido feita para permitir a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que posteriormente decidiu não comparecer ao encontro.

A decisão de Lula de não participar do debate também levou Flávio Bolsonaro (PL) a sinalizar que poderia desistir do encontro. O senador avaliou que, sem a presença do atual presidente, ele se tornaria o principal alvo dos questionamentos e críticas dos demais candidatos.

Somente Caiado, Renan e Augusto Cury comparecem ao debate

Com Lula e Flávio Bolsonaro fora, quem tem mais a ganhar no primeiro debate presidencial de 2026 que acontece neste dominho (23)?

Com Lula e Flávio fora, quem tem mais a ganhar no primeiro debate presidencial de 2026?

O primeiro debate entre candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 acontece neste domingo (23) sob uma circunstância que pode mudar completamente a dinâmica do confronto: os dois primeiros colocados nas pesquisas eleitorais não estarão no palco.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) decidiram não participar do encontro promovido pelo Grupo Bandeirantes, abrindo espaço para que candidatos que aparecem bem atrás dos líderes nas pesquisas tenham uma oportunidade de ganhar visibilidade nacional.

Após a desistência de Romeu Zema (Novo), anunciada neste domingo, o debate terá Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). O programa começa às 20h e terá três blocos, incluindo momentos de confronto direto entre os presidenciáveis.

Caiado e Renan podem ser os principais beneficiados

Entre os participantes, Ronaldo Caiado e Renan Santos chegam ao debate com as melhores posições nas pesquisas.

O Datafolha divulgado na última sexta-feira (21) mostrou Lula na liderança, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Caiado aparece com 5%, Renan Santos tem 4% e Romeu Zema, que não participará, registra 3%.

Com os dois líderes ausentes, Caiado ganha uma oportunidade para tentar se apresentar ao eleitorado de direita como uma alternativa a Flávio Bolsonaro. O governador de Goiás vem aumentando as críticas ao candidato do PL e deve aproveitar o debate para marcar posição tanto contra o governo Lula quanto em relação ao principal nome do bolsonarismo na disputa.

A ausência de Flávio também elimina um confronto direto que poderia limitar o espaço de Caiado dentro do campo da direita. Sem o senador no palco, o governador poderá utilizar a exposição nacional para defender suas bandeiras, principalmente na área de segurança pública, e tentar ampliar seu conhecimento entre os eleitores.

Renan Santos também chega ao debate com possibilidade de ganho. O candidato do Missão construiu parte de sua projeção política nas redes sociais e terá no programa uma oportunidade de alcançar um público mais amplo, inclusive fora do ambiente digital. Segurança pública está entre os temas que devem ser explorados pelo presidenciável.

Augusto Cury busca se tornar conhecido

Para Augusto Cury, o desafio é diferente. Com menor projeção eleitoral e política, o debate representa principalmente uma oportunidade de apresentação ao eleitor.

A exposição em rede nacional permite que o candidato do Avante apresente suas propostas e tente transformar reconhecimento pessoal em conhecimento de sua candidatura presidencial.

Com apenas três candidatos no estúdio, o tempo e a visibilidade destinados a cada participante também tendem a ganhar maior peso.

Ausentes podem virar protagonistas

Apesar de Lula e Flávio Bolsonaro não estarem fisicamente no debate, os dois dificilmente ficarão fora das discussões.

A expectativa é de que o governo Lula seja alvo dos candidatos presentes, enquanto Flávio poderá ser questionado pela ausência e pela tentativa de consolidar-se como principal representante da direita.

Caiado, por exemplo, já indicou que pretende explorar politicamente a ausência dos adversários. Renan Santos também vem fazendo críticas tanto ao presidente quanto ao candidato do PL durante a campanha.

A situação cria um cenário incomum: os dois candidatos que concentram a maior parcela das intenções de voto deixam o primeiro grande palco televisivo da eleição para adversários que precisam justamente reduzir a distância em relação a eles.

Debate pode ser oportunidade para reorganizar disputa

O tamanho do impacto eleitoral do debate só poderá ser medido posteriormente, especialmente com novas pesquisas. Mas, do ponto de vista de exposição, Caiado, Renan e Cury recebem uma oportunidade importante.

Enquanto Lula e Flávio apostam na preservação de suas posições e evitam os riscos do primeiro confronto televisivo, os candidatos que aparecem atrás nas pesquisas ganham espaço para tentar apresentar uma terceira via ao eleitorado.

O desafio será transformar tempo de televisão em intenção de voto.

E, com Lula e Flávio fora do palco, o primeiro debate presidencial de 2026 pode acabar sendo menos uma disputa direta pela liderança e mais uma batalha para definir quem conseguirá se apresentar como alternativa aos dois favoritos.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Suedna Lima

È importante saber

Conheça as atribuições do presidente e do vice-presidente da República; o presidente é o chefe de Estado e de governo do Brasil

Fachada do Palácio do Planalto
© Antonio Cruz/Agência Brasil
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O Brasil se prepara para ir às urnas e, mais uma vez, escolher pela via democrática aqueles que ocuparão os maiores cargos do Poder Executivo – tanto no âmbito federal quanto no estadual. O futuro do país será definido a partir do voto de cada cidadão.

Nas eleições de 2026, será escolhida uma chapa para presidente e vice-presidente da República. O primeiro turno está marcado para 04 de outubro. Se houver segundo turno, será em 25 de outubro.

Conhecer a história do candidato é muito importante. Ao mesmo tempo, é também fundamental, para uma boa escolha, entender quais são as atribuições desses cargos públicos tão relevantes para a qualidade de vida dos cidadãos brasileiros nos próximos quatro anos.

Presidente da República

Saber o que cabe a um presidente da República fazer pode ajudar a identificar qual candidato tem perfil mais adequado para o cargo.

De acordo com a Constituição Federal, o presidente da República é o chefe de Estado e de governo do Brasil. Como chefe de Estado, cabe a ele representar o Brasil interna e externamente. Como chefe de Governo, é responsável pela condução da administração federal.

Autoridade máxima do Poder Executivo federal, o presidente tem entre suas responsabilidades conduzir a administração do país; executar as leis aprovadas pelo Congresso Nacional; e formular políticas públicas de alcance nacional.

Também cabe a ele sancionar ou vetar projetos aprovados pelo Legislativo, encaminhar propostas de Orçamento ao Congresso, editar medidas provisórias nos casos previstos pela Constituição e nomear ministros de Estado.

No âmbito internacional, é o presidente da República quem representa o país nas relações com outros Estados e organismos internacionais. Estão também previstas atribuições relativas à defesa nacional e ao comando supremo das Forças Armadas.

O mandato presidencial é de quatro anos, com a possibilidade de uma reeleição consecutiva.

Se, no primeiro turno, o candidato obtiver maioria absoluta dos votos, ele é eleito sem necessidade de segundo turno. Caso contrário, será feita uma nova votação com os dois candidatos mais bem colocados.

Vice-presidente da República

O vice-presidente é eleito com o presidente que, com ele, integrou a chapa vencedora do pleito. O vice tem como principal função a de substituir o presidente, tanto em ausências temporárias, como viagens ao exterior, quanto de forma definitiva, em caso de vacância do cargo.

Cabe, portanto, a ele garantir a continuidade do Executivo Federal em situações de ausência ou vacância da Presidência da República.

O vice-presidente pode auxiliar o presidente sempre que for convocado, por meio de missões especiais em situações como representações oficiais, articulações políticas ou outras tarefas delegadas pelo chefe do Executivo.

A Constituição prevê também a possibilidade de que outras atribuições lhe sejam conferidas por meio de lei complementar.

Eleições 2026

Nas eleições de 2026, serão escolhidas uma chapa para presidente e vice-presidente da República e 27 chapas para governador e vice-governador dos estados e do Distrito Federal. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, será em 25 de outubro.

Foto de Lula com chapéu na urna não é propaganda eleitoral, diz MP

A assessoria do presidente diz que o acessório é usado por recomendação médica

Procurador eleitoral afirma que chapéu-panamá usado pelo petista não configura propaganda eleitoral nem dificulta identificação na urna.

Foto de Lula com chapéu na urna não é propaganda eleitoral, diz MP
© Getty Images

O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não vê irregularidade na foto escolhida pelo presidente Lula para aparecer na urna eletrônica. Na imagem, o petista usa um chapéu-panamá. Segundo o Ministério Público Eleitoral, o acessório não tem "conotação de propaganda eleitoral" nem dificulta o reconhecimento do candidato, que disputa neste ano sua sétima eleição presidencial. 

O chapéu-panamá ficou conhecido mundialmente no século XX, durante a construção do Canal do Panamá. Trabalhadores e o então presidente americano Theodore Roosevelt usavam o acessório para se proteger do sol. Apesar do nome, os chapéus eram produzidos no Equador e passavam pelo Panamá antes de serem exportados, o que ajudou a popularizar o nome.

Esta é a primeira vez que Lula utiliza o acessório em uma corrida presidencial. Segundo a assessoria de imprensa, o presidente passou a usar o chapéu por recomendação médica após a retirada de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo, em abril deste ano. Lula tem 80 anos.

No parecer enviado ao TSE, Espinosa afirmou que "a permissão da indumentária na fotografia do candidato é a solução que melhor atende ao pluralismo político, que, como fundamento do Estado Democrático de Direito, tem relevo especial na aplicação do direito eleitoral".

A resolução do TSE que regulamenta as fotografias dos candidatos para a urna eletrônica determina que a imagem seja frontal, em busto e com "trajes adequados para fotografia oficial".

A regra proíbe "a utilização de elementos cênicos e de outros adornos, especialmente os que tenham conotação de propaganda eleitoral ou que induzam ou dificultem o reconhecimento do candidato pelo eleitorado".

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Veja como foi o domingo (23) dos candidatos a presidente

O primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, é o destaque do dia

Brasília (DF), 18/08/2026 - Arte  Agenda dos Presidenciáveis.
Arte EBC
© Arte EBC
Versão em áudio

Três candidatos à Presidência da República participam neste domingo (23) do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Outros compromissos do dia foram atos políticos e religiosos, entrevista coletiva e estudos. Quatro candidatos não tiveram agenda pública neste domingo. 

>> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:

Augusto Cury (Avante)
Participa às 20h do debate presidencial na Band TV, em São Paulo. 

Edmilson Costa (PCB)
Fará um react do debate na Band em uma live no canal do Poder Popular no YouTube. 

Hertz Dias (PSTU)
Durante a atividade, que celebrou os 13 anos da Ocupação Esperança, organizada pelo movimento Luta Popular, em Osasco (SP), neste domingo (23), o candidato defendeu a implementação de um amplo plano nacional de obras públicas voltado à geração de empregos e à garantia de direitos sociais. Segundo Dias, esse programa incluiria a construção de moradias populares, escolas, hospitais, creches, equipamentos urbanos e obras de saneamento básico.

Renan Santos (Missão)
Participa às 20h do debate presidencial na Band TV, em São Paulo. 

Romeu Zema (Novo)
Participou da Missa da Penha, no Rio de Janeiro, às 6h20. Zema desistiu de participar do debate da Band, diante da ausência de outros candidatos.  

Ronaldo Caiado (PSD)
Participa às 20h do debate presidencial na Band TV, em São Paulo. 

Samara Martins (UP)
Participou de entrevista coletiva na Ocupação Mulher Preta Simoa, em Fortaleza e às 18h de um Ato Político Cultural, no Parque Raquel de Queiroz. 

Wilson Grassi (Democrata)
Estudo, detalhamento e definição de conjunto de propostas suplementares ao plano de governo.

Os candidatos Clariana Barão (DC), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rui Costa Pimenta (PCO) não tiveram atos públicos de campanha neste domingo. 

Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV. 

*Colaboraram Alana Gandra (Rio de Janeiro) e Flávia Albuquerque (São Paulo)

Compromissos de campaha dos candidatos ao Governo da Paraíba

Eleições 2026: Caravanas e ato político marcam agenda dos candidatos ao Governo da Paraíba neste sábado (22)

Os candidatos ao Governo da Paraíba cumprem compromissos de campanha nesse sábado (22). Entre as atividades previstas estão caravanas pelo interior do Estado e ato político em João Pessoa.

Cícero Lucena (MDB)

  • 08h15 – Cabedelo: Caravana com saída do Marco Zero.
  • 13h15 – Santa Rita: Caravana com saída da Rua Embaixador Milton Cabral.
  • 15h15 – Bayeux: Caravana com saída do Coreto da Imaculada.

Efraim Filho (PL)

  • Cumpre agenda em João Pessoa ao lado do deputado federal Alfredo Gaspar e do deputado Cabo Gilberto.
  • 17h22: Participa do ato de lançamento da campanha à reeleição de Cabo Gilberto, no Ginásio do Prosind, em Mangabeira.

Lucas Ribeiro (PP)

O candidato realiza a caravana “Daqui Pra Melhor” pela região do Cariri:

  • 10h11: Boa Vista
  • 11h11: Gurjão
  • 12h11: São João do Cariri
  • 13h11: Serra Branca
  • 14h11: Sumé
  • 15h11: Prata
  • 16h11: Amparo
  • 17h11: Ouro Velho
  • 19h11: Comício regional em Monteiro

Demais candidatos

Camilo Duarte (PCO), Pedro Coutinho (DC) e Yuri Ezequiel (UP) não enviaram as agendas de campanha para este sábado até o fechamento da matéria.

As informações foram repassadas pelas assessorias dos candidatos.

Blog JURU EM DESTAQUE com PB Agora

Veja os bastidores da semana da política paraibana

Prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, fecha com Nabor Wanderley, Lula reforça palanques e eleição esquenta na Paraíba

Portal Fonte 83 traz a intensa movimentação política da semana e os bastidores das eleições na Paraíba

O Portal Fonte 83 traz o resumo e os bastidores da política entre os dias 17 e 21 de agosto de 2026. A semana foi marcada pelo anúncio do apoio do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSDB), ao ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), para o Senado Federal. A decisão foi oficializada na última segunda-feira (17), durante coletiva no Hotel Manaíra, após reuniões com vereadores, deputados, senadores e lideranças. Leo passou a defender o ex-prefeito da Capital, Cícero Lucena (MDB) para o Governo da Paraíba e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Nabor para o Senado. Nabor, por sua vez, confirmou o compromisso do Republicanos com a reeleição de Leo em 2028 e afirmou que a aproximação entre os grupos não começou agora.

No mesmo movimento, Leo negou constrangimento em apoiar Nabor mesmo com a senadora Daniella Ribeiro (PP), mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), como primeira suplente da chapa. O prefeito afirmou manter relação de respeito com a senadora, apesar de apoiar Cícero na disputa pelo Governo. A mudança também provocou reação dentro do PSB: o vereador Zezinho Botafogo lamentou a saída de Leo do partido e o rompimento político com o ex-governador João Azevêdo (PSB), dizendo ter sido surpreendido. Em Brasília, João Azevêdo apareceu ao lado do presidente Lula e Lucas Ribeiro em agenda para gravação de uma mensagem. Veneziano também divulgou vídeo no qual Lula declarou apoio à sua reeleição, enquanto Lucas publicou registros com o presidente e, posteriormente, um vídeo com pedido de votos para sua reeleição.

A disputa pelo apoio de Lula ganhou ainda mais força ao longo da semana. Na terça-feira (18), João Azevêdo divulgou vídeo em que o presidente pede votos para sua candidatura ao Senado, depois de Veneziano também apresentar manifestação semelhante do petista. Na outra ponta, o senador Efraim Filho (PL) recebeu apoio público da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), que apareceu ao lado da suplente de senadora Carol Morais e da candidata a vice-governadora Nayana Pontes, pedindo votos para a chapa. Efraim ainda anunciou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverá retornar à Paraíba em setembro. Já o prefeito de Pilõezinhos, Marcelo do Sindicato (MDB), apresentou uma composição que reúne Lula e Efraim, além de Camila Toscano, Ruy Carneiro, Nabor e Veneziano, evidenciando a presença de alianças cruzadas na disputa estadual.

No campo eleitoral e jurídico, a defesa de Cícero Lucena reagiu à Ação de Impugnação do Registro de Candidatura apresentada pelo Ministério Público Eleitoral. Os advogados afirmaram receber a iniciativa com “absoluta tranquilidade” e alegaram que a ação estaria baseada em “presunção de culpa” e em precedente do TRE do Rio de Janeiro que, segundo a defesa, não teria relação direta com o caso. Também na terça-feira, a Justiça Eleitoral sorteou a ordem e o tempo da propaganda gratuita, que começa em 28 de agosto. Para o Governo, o PL terá 1 minuto e 55 segundos; Lucas Ribeiro, 4 minutos e 49 segundos; e Cícero Lucena, 2 minutos e 14 segundos. Para o Senado, os tempos serão de 1 minuto e 29 segundos para o PL, 3 minutos e 45 segundos para a coligação de Lucas e 1 minuto e 44 segundos para a aliança de Cícero.

A movimentação política também chegou à Câmara de João Pessoa e à Assembleia Legislativa. Bruno Farias (Avante) assumiu a liderança do governo Leo Bezerra na CMJP, substituindo Odon Bezerra, e contou ao Portal Fonte 83 que recebeu o convite diretamente do prefeito. Dinho Dowsley (MDB) anunciou que a Procuradoria da Câmara vai recorrer da decisão do TJPB que suspendeu a CPI do Esgoto. João Corujinha (PP) confirmou articulação para disputar novamente a presidência da Casa no próximo biênio. Na ALPB, Adriano Galdino (Republicanos) confirmou candidatura à Presidência no segundo biênio da próxima legislatura após reunião com Lucas Ribeiro, enquanto Wilson Filho afirmou que a prioridade do Republicanos pelo comando da Assembleia pesou para que não fosse escolhido como vice do governador.

A semana ainda teve a rodada de entrevistas com candidatos ao Senado no programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM, com Veneziano Vital do Rêgo, João Azevêdo, o ex-deputado federal Major Fábio (Novo) e o ex-ministro da saúde, Marcelo Queiroga (PL). O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, esteve na Paraíba na quarta-feira (19), visitou a Grande João Pessoa e participou de ação contra o crime organizado, na qual derrubou barricadas e destruiu câmeras que, segundo ele, seriam usadas por facções. Também ganhou repercussão a informação de que o deputado federal Cabo Gilberto Silva destinou mais de R$ 6,2 milhões à Federação Paraibana de Tiro Prático, sendo R$ 4,312 milhões ainda pendentes de pagamento. A disputa pelo Senado chegou à mídia nacional, com o Congresso em Foco destacando as alianças cruzadas entre os candidatos. O Portal Fonte 83 segue acompanhando diariamente os desdobramentos da política paraibana e os movimentos que vão moldando a eleição de 2026.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Lucas Duarte / Fonte83

Governador da Paraíba sanciona lei de autoria de Michel Henrique

Lucas Ribeiro sanciona lei de autoria do deputado estadual Michel Henrique que reconhece ABRACE como entidade de Utilidade Pública na Paraíba

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (ABRACE) foi reconhecida como entidade de Utilidade Pública no Estado da Paraíba. A medida está prevista na Lei nº 14.607, de 6 de julho de 2026, de autoria do deputado estadual Michel Henrique.

A legislação foi sancionada pelo governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, e estabelece, em seu artigo 1º, o reconhecimento da ABRACE como entidade de Utilidade Pública. A associação está localizada no município de João Pessoa.

Fundada em 2014 e sediada na capital paraibana, a ABRACE é uma organização sem fins lucrativos voltada ao apoio de famílias e pacientes que utilizam cannabis medicinal. A entidade também atua em pesquisas relacionadas à planta e seus derivados e desenvolve atividades voltadas ao acesso de pacientes a tratamentos à base de cannabis.

O reconhecimento como entidade de Utilidade Pública representa uma importante conquista institucional para a associação, formalizando, no âmbito do Estado, a relevância de suas atividades.

A sanção da lei ocorreu no Palácio do Governo do Estado da Paraíba, em João Pessoa, no dia 6 de julho de 2026, conforme consta no documento oficial.

A ABRACE
Fundada em 2014 e sediada em João Pessoa, a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (ABRACE) é uma organização sem fins lucrativos voltada ao apoio de famílias e pacientes que utilizam a cannabis medicinal. A entidade também desenvolve pesquisas sobre a planta e seus derivados e, desde 2017, possui autorização judicial para cultivar, pesquisar, produzir e fornecer derivados de cannabis aos seus associados, mediante prescrição médica.

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Veja as profissões dos candidatos nas Eleições 2026 na Paraíba

Empresários, advogados e policiais militares são as profissões do maior número dos 440 candidatos nas eleições de 2026 da Paraíba; VEJA

Eleição Suplementar de Cabedelo - Foto: Reprodução 

Os empresários são a categoria profissional com o maior número de candidatos nas Eleições 2026 na Paraíba, com 47 representantes. Os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o encerramento do período de registro de candidaturas mostram ainda a presença de 42 candidatos que declararam a opção “outros”, utilizada quando a profissão não se enquadra nas categorias disponibilizadas pela Justiça Eleitoral. Na sequência aparecem advogados, com 33 candidatos, policiais militares, com 29, e deputados, com 27.

Entre as profissões ligadas à segurança pública, além dos 29 policiais militares, há ainda dois bombeiros militares, dois militares reformados e um policial civil. Já entre os candidatos que declararam profissões diretamente relacionadas à política, estão 27 deputados, 12 vereadores, um governador e um senador. A categoria “deputado” reúne candidatos que, em sua maioria, disputam a reeleição para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) ou para a Câmara dos Deputados, enquanto Lucas Ribeiro aparece como candidato que declarou “governador” e Veneziano como “senador”.

A lista também apresenta forte presença de profissionais de outras áreas. Médicos somam 17 candidatos, enquanto agricultores e estudantes, bolsistas, estagiários e assemelhados têm 14 representantes cada. Na educação, são 10 professores de ensino médio, seis de ensino fundamental, seis de ensino superior e três professores ou instrutores de formação profissional. Também aparecem 10 servidores públicos estaduais, sete municipais e seis federais, além de nove enfermeiros, oito administradores, oito engenheiros e oito jornalistas e redatores.

Ao todo, os 440 candidatos registrados na Paraíba declararam profissões distribuídas por dezenas de categorias. Entre os nomes menos numerosos estão arquiteto, biomédico, comunicólogo, contador, cozinheiro, farmacêutico, físico, garçom, industrial, músico, pescador, policial civil, recepcionista, sacerdote ou membro de ordem ou seita religiosa e vigilante, todos com um representante. A relação inclui ainda trabalhadores do comércio, construção civil, transporte, saúde, comunicação, setor público, serviços e atividades rurais, revelando a diversidade profissional entre os postulantes aos cargos em disputa neste ano.

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Bispos do Diálogo pelo Reino

RELIGIÃO: Grupo de bispos católicos lança carta contra ‘conservadorismo autoritário’ que ‘alimenta ódio’

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um grupo de bispos católicos decidiu denunciar o que classifica como “conservadorismo autoritário” dentro e fora da Igreja. Segundo os religiosos, discursos agressivos e superficiais nas redes sociais têm atacado fiéis que atuam em defesa dos pobres, da democracia e do meio ambiente.

O movimento, chamado Bispos do Diálogo pelo Reino, divulgou na última sexta-feira (21) uma carta na qual líderes de orientação progressista defendem uma atuação cristã voltada ao enfrentamento de “estruturas opressoras” e de problemas sociais e ambientais.

Dezenas de bispos assinam o documento, mas os nomes não foram divulgados. Um dos integrantes afirmou que a decisão de manter as assinaturas em conjunto busca proteger os religiosos diante do histórico de perseguições e ataques virtuais sofridos pelo grupo.

A carta também critica o uso das redes digitais para disseminar discursos de ódio, inclusive por canais ligados ao catolicismo. Os bispos afirmam estar preocupados com “mentalidades fechadas num conservadorismo autoritário” que, segundo eles, promovem “devocionismos, discursos superficiais e violentos” contra pessoas que testemunham a fé entre os pobres, defendem a democracia e atuam em pautas ambientais.

O documento cita ainda uma encíclica atribuída ao papa Leão 14, que alerta para os efeitos da digitalização acelerada, da inteligência artificial e da robótica. O texto também faz referência aos riscos da “idolatria do lucro” e de uma uniformidade que, na avaliação dos religiosos, pode apagar diferenças.

Entre as pautas defendidas pelos bispos estão o combate à mineração predatória, ao agronegócio considerado sem critérios e às violências contra mulheres, povos originários, afrodescendentes e a população LGBTQIAPN+.

Não é a primeira manifestação pública do grupo. Em 2022, durante a campanha presidencial, os Bispos do Diálogo pelo Reino também divulgaram uma carta sobre a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Na ocasião, afirmaram que não havia espaço para neutralidade diante da escolha entre dois projetos de país, que classificaram como democrático e autoritário.

Leia a íntegra da carta:

NÃO DEIXEMOS CAIR A PROFECIA

“Enviou-nos para evangelizar os pobres” (Lc 4,18)

Nós bispos, do diálogo pelo reino, iluminados pela palavra de Deus, atentos aos desafios da realidade atual e em comunhão com as recentes orientações do magistério da Igreja, vimos a público manifestar o que segue:

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, para o sexênio de 2026 a 2032, aprovadas pelos bispos, na 62ª Assembleia Geral da CNBB, reafirmaram categoricamente que a missão da Igreja é evangelizar ela existe para isso! sabendo que evangelizar é tornar o reino de Deus presente no mundo. Nada se deve antepor a essa missão (n. 62). A evangelização parte do encontro pessoal com Cristo, passa pela vida de comunidade e amplia, necessariamente, o seu horizonte para a ação sociotransformadora da sociedade e da casa comum (n. 65).

O magistério recente, do papa Francisco e do papa Leão 14, nos convida a ser uma Igreja sinodal, a caminhar juntos no caminho do Reino, inaugurado por aquele que seguimos, Jesus Cristo. O seu reino é de justiça e paz, de fraternidade e inclusão, de perdão e vida nova, de misericórdia e salvação. Por isso, ser cristão é assumir as opções evangélicas em cada época de nossa história. Na presente época, defender os mais pobres e sofredores e cuidar da criação é missão central da espiritualidade para aqueles que vivem em Cristo, especialmente para nós, bispos.

Considerando o contexto da grave crise social e ecológica, iluminados pela palavra de Deus e pela Doutrina Social da Igreja, somos convocados a refletir, a agir e educar a sociedade para a defesa de uma civilização do bem viver. Alegramo-nos por tantas lideranças e Comunidades Eclesiais que anunciam o Evangelho da vida e denunciam estruturas opressoras, causadoras de feridas na terra e no coração da humanidade. Alegramo-nos também pelas inúmeras pastorais sociais, juntamente com vários movimentos populares pelo exemplo dado no enfrentamento da mineração predatória, do agronegócio sem critério, de situações diversas no mundo do trabalho, das violências contra: as mulheres, os povos originários, os afrodescendentes, a população LGBTQIAPN+, entre outros.

O Papa Leão 14, na carta encíclica Magnifica Humanitas, diz que em “cada época paira o risco de se construir um mundo desumano e mais injusto” (n.1). Segundo ele, “nos últimos anos, tornou-se cada vez mais evidente o quão rápida e profundamente a digitalização, a inteligência artificial (IA) e a robótica estão transformando o nosso mundo” (n.4). Ele pede que “evitemos a síndrome de Babel: a idolatria do lucro, que sacrifica os fracos; a uniformidade que anula as diferenças; a pretensão de uma linguagem única mesmo digitaldedicada a traduzir tudo em dados e desempenhos, inclusive o mistério da pessoa” (n.10).

Essa realidade, descrita pelo papa, encontra eco no coração de pessoas com mentalidades fechadas num conservadorismo autoritário que, lamentavelmente, através das redes e alguns dos meios de comunicação de inspiração católica, incluindo alguns membros dos ministérios ordenados, religiosos e leigos, promovem devocionismos, discursos superficiais e violentos contra pessoas que testemunham a fé no meio dos pobres, na defesa da democracia e das pautas ambientais. Elas são indiferentes e rejeitam as orientações do magistério da Igreja, alimentando bolhas alienadas e alienantes no ambiente socio-eclesial, se alimentam do ódio e alimentam o ódio contra aqueles e aquelas que têm uma vivência de Igreja comprometida com a transformação social e com o cuidado da criação, elas revelam uma agressividade que fere as pessoas, rompe a comunhão e enfraquece o profetismo eclesial.

Por isso, não são raros os ataques dirigidos a irmãos do episcopado, mas também a presbíteros, a diáconos, religiosas e religiosos, consagrados e a tantos outros cristãos leigos e leigas. Tentam desqualificar, silenciar, intimidar e mesmo calar a voz profética da Igreja.

Na mesma encíclica, o papa Leão 14 nos orienta acerca dos princípios da Doutrina Social da Igreja: o bem-comum, a destinação universal dos bens, s Subsidiariedade, a solidariedade e a justiça social (nº 65-81). A Doutrina Social da Igreja tem seu fundamento na dignidade da pessoa humana, entendida como reflexo de cada ser criado à imagem e semelhança de Deus. Ela é ancorada na revelação divina (Sagradas Escrituras) e na grande tradição da Igreja orientando o agir cristão diante dos problemas da sociedade.

Em sintonia com a Mensagem ao Povo Brasileiro, aprovada e publicada durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, em 24 de abril de 2026, afirmamos:

Em tempo de eleições, tais situações tendem a aumentar. Sendo assim, renovamos nosso pacto pela vida, pela democracia, pela soberania e pela defesa da casa comum. O tempo atual exige de todos nós cristãos e da sociedade brasileira, muita coragem para gestar um projeto de país que não pactue com a grave injustiça social que sempre nos acompanhou.

Em tempo de eleições, reafirmamos que não temos partido, mas que estamos do lado dos pobres, de quem os respeita e defende; de quem defende a democracia e a soberania do país; de quem é contra qualquer postura fascista; de quem é contra a manipulação política da religião; de quem é contra a avalanche de mentiras e disseminação do ódio pelas avenidas digitais, Por isso incentivamos cada cidadão a fazer uma escolha consciente e lúcida de candidatas e candidatos comprometidos com as causas populares, com o bem comum e com a proteção de nossa casa comum. O Evangelho de Jesus Cristo não nos permite ter outra posição.

Que Maria, profetiza da libertação, continue entoando o seu Magnificat e nos ensine também a cantá-lo, não apenas com os lábios, mas com escolhas, atitudes e compromissos que façam florescer a justiça, a fraternidade e a esperança.

Bispos do Diálogo pelo Reino

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Agenda dos candidatos à Presidência da República nesse sábado

Veja como foi o sábado (22) dos candidatos a presidente; Lula e Flávio Bolsonaro participaram de atos no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro (RJ), 22/08/2026 – Candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) d,  e o Candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PT) E, Luiz Inácio Lula da Silva cumprem agenda de campanha no Rio de Janeido
Foto:  Ricardo Stuckert/PT e Vittor Sales/PL
© Ricardo Stuckert/PT e Vittor Sales/PL
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A agenda dos candidatos à Presidência da República nesse sábado (22) teve como destaque os compromissos de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. Os dois candidatos participaram de atos na capital fluminense, realizados simultaneamente, e apresentaram propostas principalmente nas áreas de segurança pública, educação e desenvolvimento econômico..

Os demais presidenciáveis tiveram compromissos em diferentes estados, com agendas que incluíram caminhadas, panfletagens, entrevistas e encontros com eleitores.

>> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Postulante ao quarto mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda de campanha no Rio de Janeiro. Ele realizou o primeiro comício de sua campanha na capital fluminense, no Estádio Proletário Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste.

Lula defendeu as candidaturas regionais da sua aliança como uma oportunidade para tirar o Rio de Janeiro das páginas policiais e impulsionar o desenvolvimento do estado. O presidente também elegeu a educação como tema de destaque na sua fala. Prometeu aumentar a oferta de escolas em tempo integral e criar novos institutos federais.

“E quando alguém disser para vocês: 'mas custa caro fazer educação', vocês precisam responder, ‘e quanto custa não fazer?’. Ou a gente investe em educação hoje ou vai ter que investir em cadeias amanhã. Eu sei que o sonho de cada mãe, de cada pai é deixar uma profissão para os filhos”. 

Lula também comentou a relação com outros países. Disse que está disposto a negociar em questões como a exploração de terras raras, mas que seu país de preferência é o Brasil e que os interesses nacionais serão priorizados. Disse também que pretende investir mais no aparato de defesa nacional, para a proteção das fronteiras e para impor respeito em momentos de divergência. 

O tema da segurança pública também foi citado. “Vamos tirar os bandidos dos territórios do Rio de Janeiro e devolver o território para o povo. Não vamos fazer pirotecnia, matar 100 ou 200, mas vamos prender”.

Flávio Bolsonaro (PL)

O candidato Flávio Bolsonaro também cumpriu agenda de campanha no Rio de Janeiro. Ele participou de um ato no Maracanãzinho, na Zona Norte da capital. O evento marcou o lançamento conjunto de candidaturas do PL no estado.

Ele concentrou o discurso na segurança pública e afirmou que o avanço do crime organizado no Rio de Janeiro e no país exige medidas mais duras de combate à criminalidade.

Flávio Bolsonaro prometeu enquadrar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas; e defendeu o endurecimento das penas, a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a castração química para estupradores.

“O bandido vai ser tirado de circulação em pé ou deitado porque quem tem que andar sem medo na rua somos nós que as ruas são nossas”, discursou.

Ele disse que pretende manter programas de transferência de renda, desde que associados à qualificação profissional, à expansão do ensino técnico e ao incentivo ao empreendedorismo por meio de um programa voltado à criação de pequenas empresas.

Ronaldo Caiado (PSD) 

O candidato Ronaldo Caiado participou de eventos em Araçatuba e em Campinas. Em meio à campanha, conversou com jornalistas. O candidato afirmou que o Brasil precisa ampliar os investimentos em logística para reduzir custos e aumentar a competitividade da economia, especialmente do agronegócio. 

Na área de segurança pública, o candidato propôs classificar as facções criminosas como organizações terroristas, construir 40 presídios de segurança máxima e ampliar o uso de inteligência artificial no combate ao crime. Defendeu também ações conjuntas com países vizinhos para enfrentar o narcotráfico, o contrabando de armas e a lavagem de dinheiro.

Caiado foi questionado diretamente sobre ser ou não favorável à redução da jornada e ao fim da escala 6x1. Sua resposta foi curta e objetiva: "sim, sou a favor." Ele, no entanto, não detalhou como pretende implementar a mudança, nem apresentou proposta específica sobre carga horária ou modelo de transição.

Augusto Cury (Avante) 

O candidato Augusto Cury (Avante) passou o dia em São Paulo (SP). Ele participou, como convidado, do 2º Congresso de RH do Sul e Sudeste do Pará. À tarde, ele gravou conteúdos de campanha e fez preparação para o primeiro debate presidencial.

À noite, programou visita à tradicional Festa de Nossa Senhora de Achiropita, no bairro do Bixiga.  

Romeu Zema (Novo) 

O candidato Romeu Zema (Novo) esteve na Praça Dom Orione, em Bela Vista (MG), onde conversou com aposentados e pensionistas. Perguntado sobre a proposta que teria para a Previdência, ele defendeu a criação do contrato de trabalho por hora trabalhada para, segundo ele, ampliar a formalização e aumentar a arrecadação previdenciária.

“Talvez vamos ter de aumentar o tempo de contribuição de quem está chegando no mercado de trabalho”, disse ele ao defender que a reforma previdenciária seja implementada de forma gradual.

Ele reiterou o posicionamento contrário às apostas on-line (bets). Disse ser totalmente contrário às plataformas de apostas, que definiu como "cocaína digital", e afirmou que pretende acabar com essa atividade caso seja eleito presidente.

Renan Santos (Missão)

O candidato Renan Santos (Missão) lançou, neste sábado (22), no Jardim Panorama, em São Paulo, o que a campanha chamou de “marco da desfavelização”. 

Ele defendeu um programa nacional de urbanização de favelas, com construção de edifícios residenciais, infraestrutura e abertura das regiões para novos empreendimentos. Segundo o candidato, a verticalização permitiria garantir moradia aos atuais residentes e, ao mesmo tempo, reorganizar urbanisticamente essas regiões, inclusive com participação privada na implantação de novos bairros, serviços e hotéis.

Renan defendeu a criação de regras para proibir invasões de terrenos públicos e privados e criticou movimentos que, segundo ele, utilizam famílias como “massa de manobra” em ocupações.

Edmilson Costa (PCB) 

O candidato participou de reunião da Internacional Antifascista, na Casa da América Latina, no Rio de Janeiro (RJ).

"Nós defendemos a necessidade da formação de uma frente antiimperialista, com a participação do movimento sindical, popular da juventude para se contrapor a ofensiva do imperialismo em nosso país e que esse movimento coloque também na ordem do dia a pauta dos trabalhadores. Esse processo deve se materializar na construção dos Comitês Populares nos bairros, nos locais de trabalho e estudo, de forma a que o movimento ganhei um caráter de massa", afirmou. 

Hertz Dias (PSTU) 

O candidato Hertz Dias teve agenda na capital paulista e na região do ABC. Em meio a caminhadas e panfletagens, fez discursos em defesa da moradia popular e criticou a especulação imobiliária.  “São Paulo expressa uma das maiores contradições do país. De um lado, imóveis vazios e grandes empreendimentos voltados ao lucro. De outro, milhões de trabalhadores vivendo em condições precárias, pagando aluguéis abusivos ou enfrentando enormes dificuldades para conquistar uma moradia digna”, declarou.

Como proposta, defendeu a implementação de um amplo plano nacional de obras públicas voltado à construção de moradias populares, escolas, hospitais, creches, obras de saneamento e outros equipamentos urbanos.

Clariana Barão (DC)

A candidata Clariana Barão concedeu algumas entrevistas a veículos jornalísticos. Ela defendeu a substituição gradual da escala 6x1 pela 5x2, argumentando que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.

Ela ponderou que a transição deve ser planejada e adaptada às diferentes realidades de setores como comércio, saúde, indústria e tecnologia, sem redução salarial, aumento da precarização ou perda de empregos. “A pergunta não deve ser apenas se somos a favor ou contra a escala 6x1, mas como garantir mais qualidade de vida sem comprometer o crescimento econômico”, disse.

Wilson Grassi (Democrata) 

O candidato do Partido Democrata, Wilson Grassi, teve duas reuniões neste sábado com as equipes de coordenação e de marketing da campanha.  

Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.

A equipe de reportagem da Agência Brasil entrou em contato com as equipes dos candidatos Rui Costa (PCO) e Samara Martins (Unidade Popular) mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. 

* Colaboraram Tâmara Freire  (Rio de Janeiro), Pedro Peduzzi  e Luiz Cláudio Ferreira (Brasília)

Blog JURU EM DESTAQUE com Agência Brasil - Edição: Mariana Tokarnia