Irritado
com sugestões para se candidatar a deputado federal ou a senador,
ex-governador paulista tem se ausentado dos encontros políticos de Aécio
Neves em SP
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Futura Press
O senador e presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves visita a cidade de Sorocaba, SP, neste sábado (7)
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Na maratona de eventos políticos em São Paulo, organizada com o objetivo de articular a campanha do senador Aécio Neves (PMDB-MG) à Presidência da República, a ausência do ex-governador José Serra
chama a atenção dos tucanos. Nos últimos meses, as constantes sugestões
para que Serra se candidate a deputado federal ou a senador
contribuÍram para minar ainda mais a relação entre os dois.
Nos bastidores,
interlocutores do ex-governador se queixam da forma como Aécio age em
relação a Serra. Ao comentar a agenda do mineiro em São Paulo, dizem que
em mais de uma ocasião Serra não foi comunicado do evento ou foi
avisado em cima da hora. Dali em diante, o ex-governador passou então a
cumprir uma agenda paralela de pré-campanha, comparecendo algumas vezes
nos mesmos locais incluídos no calendário de Aécio, só que em datas
diferentes.
Nas últimas semanas, Serra também manifestou a pelo
menos um aliado que está incomodado com as declarações públicas feitas
por aliados de Aécio, principalmente os que defendem uma candidatura sua
a deputado federal. Do lado do senador mineiro, aliados minimizam o
atrito e dizem esperar um acordo mais adiante.
Um dos primeiros a
externar a ideia de Serra como candidato à Câmara ou ao Senado foi o
deputado estadual Antônio de Souza Ramalho (PSDB-SP), com quem o
ex-governador mantinha assídua conversa. A sugestão rendeu a Ramalho o
rompimento das ligações semanais.
“Serra me ligava toda semana.
Deixou de fazer isso depois que defendi que ele se candidatasse a
deputado federal ou até mesmo ao Senado”, disse o deputado que tem
conversado com outros partidos interessados em se coligarem com o PSBD
na chapa nacional.
“Tem vários partidos dispostos a compor com o
PSDB e dar essa vaga de Senado para Serra. É uma conversa que temos que
ter”, reclamou Ramalho, que chegou a conversar sobre o assunto com o
deputado Paulinho da Força (SDD-SP), que também defende a composição com
Aécio Neves candidato à Presidência da República e Serra como candidato
a uma das Casas do Legislativo.
Ramalho não esconde que a falta
de Serra nos encontros tem sido sentida e causado constrangimento. “Ele
está se valorizando. Inteligente como é, tenho certeza que ele virá com
Aécio. Mas está demorando”, considerou.
Mais ligado ao governador
Geraldo Alckmin, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB-SP) também
insiste na candidatura de Serra a uma vaga na Câmara. “Eu defendo que
ele saia candidato a deputado federal ou, se ele quiser, a senador. Ele
tem resistência, diz que não quer, mas precisa entender que não tem
volta. O candidato a presidente é Aécio Neves”, disse.
Já os mais
próximos de Aécio tentam minimizar a falta de Serra nos eventos e
ignoram a possível irritação. “Eles estão conversando, se falaram pelo
telefone. Acho que Serra virá no momento certo”, considerou o deputado
Marcus Pestana (PSDB-MG), aliado de primeira hora de Aécio. “Não sei se
ele está irritado. Ele não disse. A única coisa que sei que ele disse
que ninguém fala por ele, só ele mesmo”.
No entanto,
interlocutores mais próximos a Serra dizem que Aécio realmente telefonou
para Serra, mas não falaram de candidatura. De forma reservada, os mais
ligados ao ex-governador dizem que não tem motivos para acompanhar
Aécio nos encontros políticos porque seria contraditório, já que também é
pré-candidato à Presidência da República e se colocará como tal em
março. Participar das atividades seria como apoiar a candidatura de
Aécio, o que, segundo interlocutores de Serra, não corresponde à
realidade.
A assessoria de José Serra afirma que ele não tem
comparecido aos encontros por conflito de agenda. Neste final de semana,
de acordo com a assessoria, ele viajou na sexta-feira, pela manhã, com
previsão de retorno somente na segunda-feira.
Aliados do
ex-governador, como o ex-governador Alberto Goldman e o senador Aloysio
Nunes Ferreira, também se integraram à pré-campanha de Aécio Neves.
Próximo a Alckmin, mas indicado para presidir o PSDB paulista com apoio
de Serra, Duarte Nogueira também tem participado ativamente da
organização da agenda de Aécio pelo interior do estado.
Pré-campanha
Neste
fim de semana, em encontros em Campinas e Sorocaba, Aécio fez discurso
de candidato. No primeiro destino, pediu aos paulistas que o fizessem
vencer as eleições em São Paulo para que ele pudesse vencer a eleição no
Brasil. “Juntos, vamos subir a rampa do Planalto”, discursou. O tom foi
o mesmo em Sorocaba. Na próxima semana, já tem eventos marcados em São
José dos Campos e Santos.
Aécio já realizou encontros com tucanos
nas regiões de Ribeirão Preto, Barretos, São José do Rio Preto,
Presidente Prudente e Franca, e Bauru, além de eventos na capital
paulista com empresários, todos sem a presença de Serra.
No dia 17
de dezembro, Aécio pretende transformar em um grande evento político a
última reunião do diretório nacional do partido, em Brasília. O encontro
ocorrerá no Congresso e o tucano pretende já lançar as propostas de
campanha. O documento vem sendo chamado de “decálogo do PSDB” e, segundo
o próprio senador, será a base do programa de governo.
Para o
encontro Aécio planeja um discurso mais impactante, com críticas fortes
ao governo petista e com o principal objetivo de motivar os dirigentes
estaduais para a campanha em 2014. A expectativa é de que 200 pessoas
participem da reunião de fim de ano, entre integrantes do diretório
nacional do PSDB, as bancadas da Câmara e do Senado, além dos
presidentes dos diretórios estaduais.

VOTAR EM AECIO E TRAZER O ATRASO DE VOLTA COMO AQUI EM SOROCABA COM PANNUNZIO DEPOIS QUE ELE ETROU NA PREFEITURA SOROCABA SO TEM ATRASO TUDO PIOROU SAUDE EDUCAÇAO OBRAS E PORQUE ELE PEGOU DE UM COMPANHEIRO DE PARTIDO IMAGINA SE PEGA DE OUTRO PARTIDO PSDB NUNCA MAIS PARA O BEM DO BRASIL.
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