domingo, 6 de setembro de 2026

Justiça eleitoral da Paraíba cassa mandatos de prefeita e seu vice

Prefeita de Areia, Sílvia Cunha Lima, tem mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB); o vice também foi cassado 


Foto: reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) cassou, na última sexta-feira (04), o mandato da prefeita de Areia, Sílvia Cunha Lima (MDB), por abuso de poder. A decisão foi tomada após o presidente da Corte, Márcio Murilo da Cunha Ramos, desempatar o julgamento, que terminou com placar de 3 a 3.

O processo analisou a distribuição de cestas básicas a eleitores por servidores da Prefeitura, com utilização de veículos e da estrutura do poder público municipal, dois dias antes das eleições.

Relator da ação, o desembargador Keops de Vasconcelos votou pela improcedência das acusações de abuso de poder político e econômico, reconhecendo apenas a prática de conduta vedada. Os desembargadores eleitorais Rodrigo Clemente de Beito e Giovanna Mayer acompanharam o entendimento.

A divergência foi apresentada pela desembargadora Helena Fialho, que votou pelo reconhecimento de abuso de poder político e compra de votos na distribuição dos produtos. O posicionamento foi acompanhado pelos desembargadores João Benedito e Rodrigues Marques.

Com a votação empatada, coube ao presidente do TRE-PB, Márcio Murilo da Cunha Ramos, proferir o voto de minerva pela cassação.

Além da perda do mandato, a Justiça Eleitoral determinou que Sílvia Cunha Lima fique sem os direitos políticos por oito anos e aplicou multa pela prática de conduta vedada. Também foi estabelecida multa geral de R$ 53.205.

O vice-prefeito teve os direitos políticos mantidos. Segundo a decisão, ele não participou das irregularidades, mas teve o mandato cassado por ter sido beneficiado por elas.

Blog JURU EM DESTAQUE com PB Agora 

André Mendonça x Alexandre de Moraes

Ministro Alexandre de Moraes aceita confronto no plenário do STF e avalia maioria para derrubar atos de André Mendonça

Brasília (DF), 05/12/2024 - O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Brasília (DF), 05/12/2024 - O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes está disposto a enfrentar no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) a controvérsia envolvendo a atuação do ministro André Mendonça nas investigações relacionadas ao Banco Master. Segundo o UOL, aliados e auxiliares de Alexandre de Moraes avaliam que existe maioria na Corte para anular atos praticados por André Mendonça no caso.

O UOL conversou, sob reserva, com seis ministros do Supremo, auxiliares e aliados de Alexandre de Moraes que acompanham os desdobramentos do episódio. As avaliações não são uniformes: enquanto integrantes da Corte consideram graves as revelações sobre conversas mantidas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, outro grupo concentra suas críticas na maneira como André Mendonça vem conduzindo as investigações.

Aliados de Alexandre de Moraes veem atuação ilegal de André Mendonça

O grupo mais próximo de Alexandre de Moraes sustenta que André Mendonça teria ultrapassado os limites de sua função jurisdicional ao atuar nas investigações do caso Master. Segundo essa avaliação, haveria paralelos com a atuação do ex-juiz Sergio Moro durante a Operação Lava Jato, especialmente na definição de alvos e na emissão de determinações consideradas inadequadas à Polícia Federal.

A principal sustentação jurídica dessa tese está em manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que defendeu a nulidade de atos assinados por André Mendonça.

“Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais. Não lhe é dado valer-se da polícia judiciária como sua longa manus para atividades que não lhe foram assinaladas. Paradigmáticas decisões do Supremo Tribunal Federal não deixam dúvida de que a assunção pelo juiz de funções alheias às suas é causa de nulidade, que afeta os resultados da ação malsinada”, afirmou Paulo Gonet, que é citado no relatório da Polícia Federal.

A manifestação é considerada particularmente relevante pelos aliados de Alexandre de Moraes porque parte do chefe do Ministério Público Federal e coloca em discussão a própria validade jurídica de medidas adotadas no curso das investigações.

Gilmar Mendes comparou caso Master à Lava Jato

Outro argumento utilizado por esse grupo é uma manifestação pública do ministro Gilmar Mendes, decano do STF. Durante julgamento na Segunda Turma que manteve a prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, Gilmar estabeleceu uma comparação direta entre métodos empregados nas investigações sobre o Banco Master e práticas da Operação Lava Jato.

O ministro afirmou enxergar “triste reminiscências dos métodos e expedientes” utilizados pela força-tarefa de Curitiba.

“Nos casos de maior repercussão, aqueles em que a pressão por resultado se faz mais intensa, e o clamor público mais agudo, que a proteção de garantias se faz mais necessário”, afirmou Gilmar Mendes.

Durante o julgamento, o decano recordou ainda posições que ficaram inicialmente vencidas durante a Lava Jato, mas acabaram posteriormente prevalecendo no Supremo, especialmente no julgamento que reconheceu a suspeição de Sergio Moro nos processos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos bastidores da Corte, segundo o UOL, essas declarações voltaram a circular diante do agravamento da disputa envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Edson Fachin tenta administrar crise institucional

O presidente do STF, Edson Fachin, entrou diretamente nas articulações após ser procurado por Mendonça no domingo para tratar do relatório da Polícia Federal que relacionou Alexandre de Moraes a Vorcaro. Depois que o conteúdo do caso se tornou público, Fachin iniciou conversas individuais com ministros da Corte.

Segundo o UOL, Edson Fachin ouviu críticas de colegas à atuação de André Mendonça, mas também recebeu avaliações de que seria preferível construir uma solução nos bastidores, evitando que uma disputa aberta entre ministros chegasse ao plenário e ampliasse o desgaste institucional do Supremo.

Até o momento, entretanto, as sinalizações são de que nenhum dos lados pretende recuar e de que a controvérsia poderá efetivamente ser submetida ao colegiado.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (2), Fachin ressaltou a gravidade da situação e indicou que os diferentes aspectos do episódio serão examinados.

“Em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição. Os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional”, afirmou.

O presidente do STF disse ainda que analisará com “seriedade, responsabilidade e firmeza” as circunstâncias do caso. Fachin destacou tanto a “atuação processual”, questão levantada pelo grupo que critica André Mendonça, quanto os “sérios elementos de fatos”, aspecto enfatizado por aqueles que cobram esclarecimentos de Alexandre de Moraes.

A eventual chegada da disputa ao plenário poderá, portanto, transformar o caso Master em um debate mais amplo sobre os limites da atuação de um ministro na condução de investigações e sobre a validade das medidas já adotadas. Para o grupo próximo a Alexandre de Moraes, a jurisprudência construída pelo próprio Supremo após os excessos reconhecidos na Lava Jato oferece elementos suficientes para derrubar atos de André Mendonça.

Polêmica Paraíba com Brasil 247 - Adriany Santos

Disparidade patrimonial entre os postulantes ao Palácio do Planalto

DO ZERO AOS MILHÕES: patrimônio declarado expõe abismo entre candidatos à Presidência da República em 2026; VEJA OS VALORES

Arte: Carlos Lyra
Arte: Carlos Lyra

As declarações de bens apresentadas pelos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 expõe uma grande disparidade patrimonial entre os postulantes ao Palácio do Planalto. Os valores informados à Justiça Eleitoral variam de R$ 33 mil a R$ 242,3 milhões, mostrando perfis econômicos bastante distintos entre os concorrentes.

Entre os nomes listados, o maior patrimônio declarado é o do escritor e empresário Augusto Cury (Avante), com R$ 242,3 milhões, seguido pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com R$ 178,7 milhões, e pelo empresário Pablo Marçal (PRTB), que declarou R$ 149,9 milhões.

Na outra ponta, Samara Martins (UP) declarou o menor patrimônio entre os candidatos relacionados, com R$ 33 mil. Também estão entre os menores valores Hertz Dias (R$ 170 mil), Edmilson Costa (R$ 454 mil), Renan Santos (R$ 795 mil) e Clariana Barão (R$ 1,8 milhão). A declaração de bens é obrigatória para o registro das candidaturas e permite que os eleitores tenham acesso às informações patrimoniais dos concorrentes.

Confira os patrimônios declarados

CandidatoPartidoPatrimônio declarado
Augusto CuryAvanteR$ 242,3 milhões
Romeu ZemaNovoR$ 178,7 milhões
Pablo MarçalPRTBR$ 149,9 milhões
Ronaldo CaiadoPSDR$ 52,6 milhões
Wilson GrassiDemocrataR$ 50 milhões
Flávio BolsonaroPLR$ 8,2 milhões
LulaPTR$ 4,8 milhões
Clariana BarãoDemocracia CristãR$ 1,8 milhão
Renan SantosMissãoR$ 795 mil
Edmilson CostaPCBR$ 454 mil
Hertz DiasPSTUR$ 170 mil
Samara MartinsUPR$ 33 mil

As declarações patrimoniais são públicas e podem ser consultadas no DivulgaCand, plataforma da Justiça Eleitoral. Os valores correspondem aos bens informados pelos próprios candidatos no processo de registro de candidatura.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Adriany Santos

Julgamento do caso que envolve Alexandre de Moraes e Vorcaro

Supremo Tribunal Federa (STF) poderá julgar caso Alexandre de Moraes após liberação do ministro André Mendonça


André Mendonça e Alexandre de Moraes

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo (06) para julgamento no plenário da Corte o caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Agora, caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, definir quando o processo será analisado pelos demais ministros. Ainda não há data marcada.

A expectativa, porém, é que Edson Fachin aguarde o fim do prazo de cinco dias concedido aos envolvidos para apresentar manifestações antes de incluir o caso na pauta. O plenário deverá decidir se haverá abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes.

A decisão ocorre após André Mendonça tornar público, na terça-feira (1º), um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. O documento aponta indícios de uma relação próxima entre os dois e relata que o dono do Banco Master teria procurado orientação do ministro durante a crise enfrentada pela instituição.

O banco foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, em meio a investigações sobre suspeitas de fraudes bilionárias.

Blog JURU EM DESTAQUE com MaisPB 

Caso Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro vai ao plenário do STF

Ministro André Mendonça libera para plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) caso de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro

Luiz Silveira/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo (06) para julgamento pelo plenário da Corte o relatório da Polícia Federal que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A definição sobre os próximos passos caberá ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Ele deverá decidir quando e se o caso será levado ao plenário e também se a eventual sessão será aberta ou fechada.

Na semana passada, André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e encaminhou o documento à Presidência do STF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação. A medida ocorreu em meio à crise envolvendo a Corte.

Antes de se manifestar sobre o caso, Edson Fachin deverá aguardar as respostas de André Mendonça, Alexandre de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O prazo estabelecido pelo presidente do STF para a apresentação das informações termina na sexta-feira (11).

Caso escolha levar o relatório ao plenário, Edson Fachin também terá de definir o formato da sessão. Nesse cenário, os ministros deverão decidir se abrem uma investigação ou se arquivam as apurações envolvendo Alexandre de Moraes.

Outra possibilidade é a realização de uma reunião reservada, modelo adotado em fevereiro, quando outro relatório da Polícia Federal apontou troca de mensagens entre o ministro Dias Toffoli e o ex-dono do Banco Master.

Edson Fachin também poderá decidir individualmente pela abertura ou pelo arquivamento do relatório. Segundo pessoas ouvidas pela reportagem, essa alternativa é considerada mais remota.

A indicação é de que Edson Fachin teria preferência por uma sessão pública, mas a definição do formato deverá ocorrer após consultas que o presidente do STF vem fazendo aos demais ministros.

PB Agora com informações do G1

João Pessoa está entre os destinos mais procurados em 07 de setembro

Capital da Paraíba aparece entre os destinos mais procurados pelos brasileiros para o feriado de 07 de Setembro; VEJA RANKINGS

Foto: Reprodução/Blog Assistente de Viagem
Foto: Reprodução/Blog Assistente de Viagem

O feriado da Independência do Brasil, celebrado na próxima segunda-feira (07), deve movimentar o turismo no país. João Pessoa aparece entre os destinos mais procurados pelos brasileiros para o período, segundo levantamentos divulgados pelas plataformas Airbnb e Booking.com.

No Airbnb, a capital paraibana ocupa a 5ª posição entre os destinos nacionais em alta para check-ins durante o feriado. João Pessoa é o único destino do Nordeste entre os cinco primeiros colocados.

O ranking é liderado pelo Rio de Janeiro, seguido por São Paulo, Ubatuba e Guarujá. Depois de João Pessoa aparecem Florianópolis, Paraty, Maceió, Foz do Iguaçu e Porto Seguro.

Confira o ranking do Airbnb:

  1. Rio de Janeiro (RJ)
  2. São Paulo (SP)
  3. Ubatuba (SP)
  4. Guarujá (SP)
  5. João Pessoa (PB)
  6. Florianópolis (SC)
  7. Paraty (RJ)
  8. Maceió (AL)
  9. Foz do Iguaçu (PR)
  10. Porto Seguro (BA)

Segundo dados internos do Airbnb, as buscas por acomodações para o período de 4 a 7 de setembro cresceram 240% em comparação com o mesmo feriado do ano anterior. O percentual, no entanto, corresponde ao crescimento geral das buscas na plataforma, e não especificamente a João Pessoa.

O levantamento também aponta que 79% dos entrevistados pretendem viajar durante os feriados do segundo semestre de 2026. Além disso, 37% afirmam que planejam viajar mais vezes do que no ano anterior.

João Pessoa é 3ª na Booking.com

Na Booking.com, João Pessoa aparece em uma posição ainda mais alta. A capital paraibana ocupa a 3ª colocação entre os destinos nacionais mais buscados para estadias entre 5 e 7 de setembro.

Rio de Janeiro e São Paulo aparecem nas duas primeiras posições. O ranking também destaca a presença do Nordeste, com três destinos entre os cinco primeiros: João Pessoa, Porto de Galinhas e Maceió.

As buscas por hospedagens em João Pessoa cresceram 149% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Confira o ranking da Booking:

  1. Rio de Janeiro (RJ) — +212%
  2. São Paulo (SP) — -4%
  3. João Pessoa (PB) — +149%
  4. Porto de Galinhas (PE) — +76%
  5. Maceió (AL) — +169%

Os dados da Booking.com consideram pesquisas feitas por viajantes brasileiros entre 1º de julho e 9 de agosto, para estadias entre os dias 5 e 7 de setembro de 2026. O levantamento mede a procura por hospedagens na plataforma e não representa necessariamente reservas confirmadas.

Viagens em grupo

O estudo encomendado pelo Airbnb à MindMiners também aponta que 66% dos entrevistados incluem viagens durante feriados no planejamento do orçamento.

Para o feriado de 7 de Setembro, cerca de 36% das buscas no Airbnb correspondem a grupos de três ou mais adultos. Entre essas buscas, quase 60% são realizadas por mulheres.

A pesquisa ainda mostra que 72% dos entrevistados fizeram pelo menos uma viagem de lazer no primeiro semestre de 2026, enquanto 32% dos viajantes estão na faixa etária entre 30 e 39 anos.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Beatriz Paulino

Veja como foi o fim de semana dos candidatos a presidente

Os candidatos à Presidência da República cumpriram agendas em cidades do interior do país neste fim de semana (05/09 e 06/09)

Brasília - 31/07/2026 - Banner Eleições 2026. Foto: Agência Brasil
© Agência Brasil
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A agenda dos presidenciáveis neste fim de semana incluiu lançamentos de campanha, caminhadas, panfletagens e eventos políticos. Também participaram de entrevistas, visitas, atos com aliados, encontros com representantes do setor produtivo e participação em eventos de campanha e manifestações políticas.

Augusto Cury (Avante)

No sábado, o candidato participou de agenda de campanha em Araçatuba (SP). Na cidade, Cury visitou o camelódromo e o calçadão. Antes, participou de uma carreata pelo centro da cidade.

O candidato disse que, caso eleito, vai trabalhar para melhorar a saúde do país. 

"Temos que melhorar o SUS [Sistema Único de Saúde], torná-lo mais eficiente. Mas também temos que fazer uma telemedicina das mais tecnológicas e modernas para ajudar a atender a população", afirmou.

Cury também tirou fotos com eleitores e autografou livros em um shopping da cidade. Depois retornou para Ribeirão Preto, onde mora. O candidato não teve agenda de campanha neste domingo.

Clariana Barão (DC)

A candidata Clariana Barão concedeu entrevista para o Jornal News SBT no sábado (5).

Edmilson Costa (PCB)

O candidato Edmilson Costa cumpriu agenda da secretaria-geral do PCB em Lisboa. 

Flávio Bolsonaro (PL)

O candidato Flávio Bolsonaro visitou, no sábado (5), Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro. Ele cumpre pena em presídio de Ponta Grossa (PR), após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista.

Após a visita, Flávio disse que a prisão de Martins é injusta e viola direitos. O candidato abordou o tema da segurança pública, prometendo, se eleito, criar cerca de 500 mil vagas em presídios.

"Temos em nosso plano de governo a criação de mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário. Mudança na legislação penal para que facções criminosas, como PCC, Comando Vermelho, milícias, possam ser declaradas grupos terroristas a partir do ano que vem", afirmou.

Hertz Dias (PSTU)

No sábado, o candidato participou de panfletagem na Estação da Lapa, em Salvador (BA), e de conversa de apresentação do programa do PSTU no Empório Bourbon Beer. 

Na capital com a maior população negra fora do continente africano, Hertz Dias disse que a realidade vivida pelo povo negro continua marcada pela exclusão social, pela violência e pela falta de acesso a direitos fundamentais.

"O povo negro foi responsável por construir grande parte da riqueza deste país, mas segue ocupando os piores empregos, recebendo os menores salários e sendo a principal vítima da violência policial", afirmou.

Para o candidato, o combate ao racismo também passa por mudanças profundas na economia e nas políticas públicas do país, com o objetivo de garantir emprego, salário digno, educação pública de qualidade, moradia, saúde, cultura e oportunidades para a juventude negra.

O candidato não teve agenda de campanha neste domingo.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição, cumpriu agenda de campanha no sábado (5) em São José do Rio Preto (SP). 

Lula disse que, caso reeleito, pretende ampliar as escolas em tempo integral no país. 

"Todas as escolas do Brasil vão ser de tempo integral, para dar tranquilidade à criança e aos pais, que podem trabalhar tranquilo que o filho está sendo cuidado. Não há nação na face da Terra que se desenvolveu sem educação", afirmou.

Renan Santos (Missão)

No sábado, o candidato fez campanha em Pernambuco e no Ceará. Em Recife, Renan visitou os morros da Zona Sul, onde conversou com moradores e gravou vídeos. Na sequência viajou para Fortaleza, onde chegou à noite e participou de atividade com apoiadores.

No domingo pela manhã, o candidato participou de uma carreata no bairro Mucuripe, e depois seguiu para Vicente Pinzón. A localidade, segundo o candidato, teria sido impedida de realizar atividades de campanha eleitoral por determinação de uma facção criminosa. Renan Santos afirmou que vai combater o domínio de facções sobre territórios em diferentes regiões do país.

“Se a gente começar a aceitar que você não pode fazer campanha no lugar A, B ou C porque a facção não deixa, você aceitou que a facção manda em você. Nós temos sempre que desobedecer à ordem ilegítima de facção criminosa”, disse.

Durante a passagem pelo bairro, Renan também defendeu a recuperação econômica e turística da região. Segundo ele, o avanço do crime organizado contribuiu para afastar atividades que anteriormente movimentavam a economia local.

Depois viajou para São Luís (MA), onde participou de atividade com apoiadores de campanha.

Romeu Zema

No sábado, o candidato concedeu entrevista à TV Record. Em seguida, viajou para Uberlândia (MG), onde participou da exposição agropecuária Camaru. No parque de exposições, o candidato do Novo conversou com eleitores e com representantes do agronegócio.

No domingo pela manhã, Romeu Zema fez uma vistoria ao Anel Viário de Uberlândia. Na sequência participou de adesivaço no Parque Sabiá.

Ronaldo Caiado (PSD)

No sábado, o candidato visitou a 49ª edição da Expointer, em Esteio (RS), na grande Porto Alegre. Durante o evento, Caiado tirou fotos com apoiadores e esteve nos pavilhões da agricultura familiar e de máquinas agrícolas.

No domingo, o candidato visitou a Feira do Garavelo, em Aparecida de Goiânia (GO). Durante a visita, foi questionado sobre as medidas que tomaria, caso eleito, para favorecer o empreendedorismo e os pequenos negócios. Caiado respondeu que a primeira medida seria trabalhar para reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, atualmente em 14% ao ano. 

"Chegando no governo, garanto à população brasileira que vou diminuir a taxa de juros para 7% , a metade do que está hoje, com as medidas que nós vamos tomar a partir do dia 5 de janeiro", finalizou.

A taxa Selic é definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, com base em dados e previsões econômicas.

Rui Costa Pimenta (PCO) 

No sábado, o candidato esteve em Belo Horizonte (MG), onde participou de almoço e lançamento de candidaturas do partido, na sede do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira.

Rui Costa disse que, se eleito, vai reestatizar empresas públicas. Ele também defendeu o fim da escala de trabalho 6x1 e o aumento no salário mínimo, conforme o calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Atualmente, o departamento defende que o salário mínimo para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.687,01. 

“É o que está na Constituição. E que, calculado pelo Dieese, é uma referência, estaria na casa de R$ 8 mil hoje em dia. Acho que provocaria um abalo na economia inicialmente. Mas a situação tenderia a se estabilizar”.

No sábado a noite, Rui Costa Pimenta seguiu para a cidade de São Paulo.

Samara Martins (UP)

Em Santo André (SP), a candidata participou, no sábado, da Marcha do Heroísmo Revolucionário, em homenagem aos militantes assassinados e desaparecidos durante a ditadura militar. 

A caminhada terminou no ginásio da Universidade Federal do ABC (UFABC), na Grande São Paulo. Samara defendeu propostas com foco na geração de emprego e renda, além da reforma urbana. 

"Nós também defendemos a reforma urbana nas comunidades para que, além de casas, a gente tenha acesso à saúde, educação e a garantia de cultura e esporte e para a juventude", afirmou.

No domingo, a candidata fez campanha em Belém (PA), onde visitou comunidades ribeirinhas e quilombolas do Médio Rio Moju.

Wilson Grassi (Democrata) 

O candidato Wilson Grassi não teve agenda pública de campanha neste fim de semana. 

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

* Colaborou Pedro Rafael Vilela (Brasília)

Remo x Flamengo

De olho no topo da tabela, Flamengo aposta na força do elenco em visita ao Remo no estádio Mangueirão, em Belém do Pará

A direção do clube e a comissão técnica vão tratar o Brasileirão como prioridade, bem como o título da Copa Libertadores. 

Na próxima quinta-feira (10), o time carioca enfrenta o Independiente del Valle pela ida das quartas da Libertadores. O jogo será disputado no Estádio Atahualpa, em Quito, capital do Equador, que fica a 2.850 metros de altitude.

De olho no topo da tabela, Flamengo aposta na força do elenco em visita ao Remo no Mangueirão
© Getty Images

Cada vez mais forte na briga direta pela liderança do Campeonato Brasileiro, o Flamengo vai com time completo para enfrentar o Remo, neste domingo (06), às 16 horas, no Mangueirão, pela 26ª rodada. Vice-líder com 51 pontos, somente um atrás do líder Palmeiras, com 52, o time carioca pode ter apenas mudanças pontuais, descartando usar um time reserva. 

A direção do clube e a comissão técnica vão tratar o Brasileirão como prioridade, bem como o título da Copa Libertadores. Na próxima quinta-feira (10), o time carioca enfrenta o Independiente del Valle pela ida das quartas da Libertadores. O jogo será disputado no Estádio Atahualpa, em Quito, capital do Equador, que fica a 2.850 metros de altitude.

Ao invés de poupar jogadores, o clube armou uma logística especial para este jogo, com a delegação seguindo direto na segunda-feira de Belém para Quito, onde a comissão técnica pretende fazer dois treinos de adaptação.

O foco, agora, porém, é este jogo em Belém (PA). Após a vitória por 2 a 0 sobre o Mirassol, no Maracanã, em jogo atrasado da quarta rodada, o Flamengo encostou de vez no Palmeiras. O objetivo é buscar a terceira vitória seguida, porque antes tinha vencido por 3 a 0 o Botafogo no clássico carioca.

Dentre as esperadas mudanças, o lateral-direito Emerson Royal, que não foi acionado contra o Mirassol, é cotado para entrar no lugar de Varela. Na defesa, Léo Ortiz pode ceder vaga para Danilo. Como foi poupado no meio de semana, o meia Arrascaeta pode começar jogando no lugar de Lucas Paquetá.

A ideia é aproveitar ao máximo a qualidade do elenco flamenguista. O zagueiro Vitão e o meia De la Cruz, desfalques nas últimas partidas por conta de problemas físicos, devem ser relacionados.

Os dois novos reforços também devem seguir com a delegação. O atacante Anthony Valencia, de 23 anos, é equatoriano e veio do Royal Antwerp, da Bélgica. O outro atacante é Joaquin Freitas, argentino, de 19 anos, revelado pelo River Plate. Os seus nomes foram publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.

Continuam de fora o lateral-esquerdo Alex Sandro, com dores na panturrilha direita, e o volante Evertton Aráujo, que se recupera de um desconforto na coxa esquerda. O atacante Gonzalo Plata, que voltou ao Rio após ser reprovado nos exames no Dínamo de Moscou, também está descartado.

Do outro lado, o Remo tenta aproveitar o apoio da torcida para se recuperar após duas derrotas consecutivas. A mais recente aconteceu justamente em casa, por 3 a 2 para o Coritiba. O time paraense ocupa a 19ª posição, com 23 pontos, e busca uma reação para deixar a zona de rebaixamento.

O Remo conta com um reforço importante. O atacante Jajá, desfalque na última rodada por causa de um trauma no tornozelo, voltou a treinar com bola e pode voltar ao ataque remista. O volante Edson Fernando, recuperado de uma pubalgia, também está disponível.

O lateral-esquerdo Mayk, titular durante a maior parte da campanha, também está disponível após três jogos fora por conta de uma lesão muscular. No entanto, encara a concorrência do recém-contratado Marlon.

FICHA TÉCNICA

REMO X FLAMENGO

REMO - Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Tchamba e Marlon (Mayk); Zé Welison, Zé Ricardo e Leonel Picco; Yago Pikachu, Gabriel Taliari e Jajá. Técnico: Léo Condé.

FLAMENGO - Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Erick Pulgar, Jorginho e Arrascaeta (Lucas Paquetá); Carrascal, Pedro e Samuel Lino. Técnico: Leonardo Jardim.

ÁRBITRO - Lucas Casagrande (PR).

HORÁRIO - 16h.

LOCAL - Mangueirão, em Belém (PA).

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Em qual pesquisa acreditar?

TRÊS PESQUISAS, TRÊS ELEIÇÕES? A disputa pelo Governo da Paraíba muda dependendo do instituto de pesquisa

TRÊS PESQUISAS, TRÊS ELEIÇÕES? A disputa pelo Governo da Paraíba muda dependendo do instituto

Se um eleitor paraibano decidisse entender a corrida pelo Governo do Estado olhando apenas as pesquisas divulgadas nas últimas semanas, provavelmente terminaria com mais perguntas do que respostas.

Lucas Ribeiro (PP) lidera. Até aí, AtlasIntel, Quaest e Instituto Índice concordam. Depois disso, praticamente tudo muda.

Dependendo da pesquisa escolhida, Efraim Filho (PL) pode ser o principal adversário do governador, com mais de dez pontos de vantagem sobre Cícero Lucena (MDB). Em outro levantamento, Cícero e Efraim estão praticamente juntos. E há ainda um terceiro cenário no qual Cícero deixa de disputar o segundo lugar e aparece colado em Lucas na própria liderança.

Não são diferenças pequenas. São, praticamente, três retratos diferentes da mesma eleição.

Na AtlasIntel, divulgada nesta semana, Lucas aparece com 42,4%. Efraim chega a 30,9% e Cícero tem 19,8%.

Na Quaest, Lucas tinha 38%, enquanto Cícero aparecia com 19% e Efraim com 18%.

Já o Instituto Índice apresentou uma fotografia completamente diferente: Lucas com 33,6%, Cícero com 32,2% e Efraim com 18,5%.

Colocados lado a lado, os números provocam uma pergunta: quem está realmente disputando o segundo turno contra Lucas?

Hoje, a resposta depende de qual pesquisa está em cima da mesa.

Cícero Lucena: cenários distintos nas pesquisas

Para Cícero, duas pesquisas contam histórias completamente diferentes

Talvez nenhum candidato seja tão afetado pelas diferenças entre os levantamentos quanto Cícero Lucena.

Na Atlas, ele aparece com 19,8%. No Índice, chega a 32,2%. São 12,4 pontos percentuais de diferença.

Mas o impacto político é ainda maior do que o matemático. No cenário da Atlas, Cícero aparece distante de Efraim e precisaria recuperar terreno para entrar efetivamente na disputa pelo segundo turno.

No Índice, ocorre exatamente o contrário: Cícero está tecnicamente empatado com Lucas e aparece muito à frente de Efraim.

Em uma pesquisa, portanto, ele precisa correr atrás do segundo colocado. Na outra, disputa o primeiro.

É difícil encontrar exemplo melhor de como duas fotografias eleitorais podem produzir narrativas políticas completamente distintas.

Efraim Filho: crescimento significativo em um dos levantamentos

Com Efraim acontece o movimento inverso

Quaest e Índice praticamente concordaram sobre o senador: 18% em uma e 18,5% na outra.

Então veio a Atlas e registrou 30,9%.

De candidato disputando voto a voto com Cícero, Efraim passou, no retrato da Atlas, a principal adversário de Lucas.

É uma diferença grande demais para ser ignorada. E também grande demais para ser explicada automaticamente como simples crescimento eleitoral.

Entre Quaest/Índice e Atlas houve campanha, televisão, caravanas, debates e intensificação das ruas. É perfeitamente possível que o eleitorado tenha se movimentado.

Mas afirmar que Efraim efetivamente saltou de aproximadamente 18% para 31% exigiria uma comparação dentro da mesma metodologia.

É justamente aí que mora o perigo das leituras apressadas. Lucas lidera todas, mas até a liderança muda de tamanho

Lucas Ribeiro: liderança consistente, mas com margens variáveis

Lucas é o único candidato que consegue atravessar os três levantamentos preservando a mesma posição.

É primeiro na Atlas, primeiro na Quaest, e numericamente primeiro no Índice.

Isso não é irrelevante. Pelo contrário: é provavelmente o dado mais consistente que emerge da comparação. O problema é que nem mesmo a liderança de Lucas significa exatamente a mesma coisa nas três pesquisas.

Na Atlas, ele tem 42,4% e abre 11,5 pontos sobre Efraim.

Na Quaest, tinha 38% e vantagem de 19 pontos sobre Cícero.

No Índice, registra 33,6% contra 32,2% de Cícero. Uma diferença de apenas 1,4 ponto e, portanto, um empate técnico considerando a margem de erro.

Em outras palavras, Lucas pode ser visto como favorito com vantagem confortável ou como candidato envolvido em uma disputa praticamente voto a voto pela liderança.

Mais uma vez: depende da pesquisa.

Metodologias diferentes e o impacto do horário eleitoral

Então alguma pesquisa está errada?

Essa talvez seja a pergunta mais tentadora. E também a mais perigosa.

Não existe, até aqui, elemento que permita afirmar que determinado instituto está “certo” e outro “errado”.

Atlas, Quaest e Índice trabalham com metodologias diferentes.

A Atlas ouviu 1.207 eleitores entre 28 de agosto e 2 de setembro por recrutamento digital aleatório.

A Quaest entrevistou presencialmente 804 eleitores entre 21 e 24 de agosto.

O Índice realizou 2 mil entrevistas presenciais entre 20 e 22 de agosto.

Os períodos não são exatamente iguais. As amostras não são iguais. A forma de chegar ao eleitor também não é igual. Os modelos de ponderação podem ser diferentes.

E existe um detalhe político importante: entre as pesquisas Quaest e Índice e a realização da Atlas, começou o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

A campanha entrou em outra fase.

Portanto, pode existir mudança real de voto misturada às diferenças metodológicas.

O que não parece razoável é escolher a pesquisa que apresenta o resultado politicamente mais conveniente e tratá-la como verdade definitiva.

Narrativas políticas e a disputa pelo segundo turno

Cada campanha, naturalmente, escolherá sua pesquisa favorita, e é exatamente isso que tende a acontecer.

Para Lucas, interessa mostrar que lidera os três levantamentos.

Para Efraim, a Atlas é a fotografia perfeita: coloca sua candidatura acima dos 30% e o transforma claramente no principal adversário do governador.

Para Cícero, o Índice oferece a melhor narrativa possível: empate técnico pela liderança e uma distância confortável sobre Efraim.

Nenhuma campanha precisará inventar números. Bastará escolher quais números divulgar.

É uma característica curiosa deste momento da eleição paraibana: há pesquisa para praticamente todas as narrativas políticas dos três principais candidatos.

Observando tendências para entender o cenário eleitoral

O eleitor precisa olhar menos para a corrida entre institutos e mais para as tendências

Pesquisa eleitoral é fotografia. Mas uma eleição não é decidida por uma fotografia isolada.

Por isso, talvez seja mais importante observar o que acontecerá nas próximas rodadas de cada instituto do que tentar transformar Atlas, Quaest e Índice numa espécie de competição para descobrir quem “acertou”.

Se uma nova Atlas mantiver Efraim próximo dos 30%, teremos uma tendência dentro da metodologia da Atlas.

Se uma nova Quaest mostrar Efraim saindo dos 18% para um patamar significativamente maior, a hipótese de crescimento ganhará muito mais força.

Se o próximo Índice continuar colocando Cícero próximo de Lucas, também haverá uma tendência própria.

É a repetição dentro de uma mesma metodologia que ajudará a separar movimento eleitoral de diferença metodológica.

Se existe alguma conclusão possível neste momento, ela é simples: A certeza é Lucas Ribeiro.

Não porque sua vitória esteja garantida, está longe disso, mas porque ele é o único candidato que aparece numericamente na liderança nos três levantamentos.

A dúvida é: quem é hoje o verdadeiro adversário de Lucas?

Para a Atlas, é Efraim. Para o Índice, é Cícero.

Para a Quaest, os dois estavam praticamente empatados na disputa pelo posto.

É uma diferença importante porque, numa eleição com possibilidade concreta de segundo turno, a batalha entre Cícero e Efraim pode acabar se tornando quase uma eleição dentro da eleição.

Enquanto os dois tentam alcançar Lucas, precisam também impedir que o outro se consolide como a alternativa ao governador.

E talvez seja justamente essa a principal mensagem escondida por trás de pesquisas tão diferentes.

Os institutos ainda não conseguiram produzir uma fotografia consensual da corrida eleitoral paraibana.

Mas todos eles, cada um à sua maneira, mostram que a campanha entrou numa fase em que a disputa para saber quem enfrentará Lucas pode ser tão importante quanto a própria disputa pela liderança.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Crise no Supremo Tribunal Federal (STF)

Alexandre de Moraes pede ao presidente do STF, Edson Fachin, investigação contra André Mendonça por suposta parcialidade em investigações

 Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nessa quinta-feira (03) ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça. No documento, Alexandre de Moraes aponta “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos na atuação de André Mendonça como relator das operações Sem Desconto e Compliance Zero.

Segundo Alexandre de Moraes, André Mendonça teria ultrapassado as atribuições de relator e interferido diretamente na condução das investigações. A manifestação também aponta suposto direcionamento de alvos por “motivos pessoais e políticos”, entre eles o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Alexandre de Moraes também afirma que o colega teria participado irregularmente de tratativas relacionadas a uma eventual colaboração premiada e indicado previamente medidas cautelares que deveriam ser apresentadas pela Polícia Federal.

Na petição, o ministro afirma ainda que um relatório da Polícia Federal aponta medidas adotadas por André Mendonça com “flagrante perda de imparcialidade”. Entre os questionamentos estão uma suposta interferência na direção das investigações, problemas relacionados à cadeia de custódia das provas e o direcionamento de medidas contra investigados.

Crise no STF

O pedido ocorre dois dias depois de André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens e contatos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Na terça-feira (1º), a Procuradoria-Geral da República (PGR) também defendeu a nulidade da investigação conduzida sob a relatoria de André Mendonça que apontou a relação entre Alexandre de Moraes e André Vorcaro.

As mensagens presentes no relatório da PF também indicam contatos entre Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

André Mendonça ainda não se manifestou sobre o pedido apresentado por Alexandre de Moraes.

Queda na quantidade de candidatos nas urnas paraibanas

Paraíba perde quase metade das candidaturas em quatro anos; disputa para deputado estadual encolhe mais de 50%

Paraíba perde quase metade das candidaturas em quatro anos; disputa para deputado estadual encolhe mais de 50%

A quantidade de candidatos nas urnas paraibanas caiu de forma expressiva entre as eleições de 2022 e 2026. Dados do sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, mostram que a Paraíba passou de 752 candidaturas registradas há quatro anos para 436 neste ano, uma redução de 316 nomes, equivalente a aproximadamente 42%.

A queda fica ainda mais evidente na disputa pelas 36 cadeiras da Assembleia Legislativa da Paraíba. Em 2022, foram registradas 471 candidaturas a deputado estadual. Para as eleições de 2026, o número caiu para apenas 208, o que representa uma redução de cerca de 55%.

Na prática, mais da metade dos nomes que formavam a disputa proporcional estadual há quatro anos desapareceu do cenário eleitoral deste ano.

A eleição para deputado federal também terá menos concorrentes. O número passou de 251 candidatos em 2022 para 184 em 2026, uma diminuição de aproximadamente 27%.

Segundo levantamento oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), os 436 registros de 2026 estão distribuídos entre seis candidatos a governador, seis a vice-governador, dez ao Senado, 11 primeiros suplentes, 11 segundos suplentes, 184 candidatos a deputado federal e 208 a deputado estadual.

Disputa pela Assembleia é a que mais encolheu

A redução no número de concorrentes a deputado estadual chama atenção porque acontece justamente na eleição que reúne o maior volume de candidatos no estado.

Enquanto em 2022 havia, em média, mais de 13 candidatos para cada uma das 36 cadeiras da ALPB, neste ano a relação caiu para menos de seis candidatos por vaga.

A redução, no entanto, não significa necessariamente que conquistar uma cadeira tenha ficado mais fácil. O sistema proporcional considera os votos obtidos pelos partidos e federações, os quocientes eleitoral e partidário e o desempenho individual dos candidatos.

Com chapas menores, a tendência é de uma disputa mais concentrada entre os nomes considerados prioritários pelas legendas.

Mulheres são 36% das candidaturas

Apesar da redução no número absoluto de candidatos, a participação proporcional das mulheres cresceu.

Segundo o TRE-PB, 156 das 436 candidaturas registradas em 2026 são femininas, o equivalente a 36% do total. Os homens representam 64%, com 280 registros.

Na disputa para deputado estadual, 73 das 208 candidaturas são de mulheres, aproximadamente 35%. Entre os candidatos a deputado federal, são 68 mulheres entre 184 registros, cerca de 37%.

Em 2022, as mulheres representavam aproximadamente 34% das candidaturas paraibanas, percentual ligeiramente inferior ao registrado neste ano.

Número ainda pode sofrer alterações

Os dados correspondem aos registros apresentados à Justiça Eleitoral e ainda podem sofrer ajustes ao longo da campanha, em razão de renúncias, indeferimentos, recursos ou eventuais substituições.

Os processos de registro são analisados pelo TRE-PB, que verifica se os candidatos atendem às condições exigidas pela legislação eleitoral e se existe alguma causa de inelegibilidade.

Mesmo com possíveis mudanças pontuais, a diferença em relação a 2022 já evidencia uma característica marcante das eleições deste ano na Paraíba: o eleitor terá significativamente menos nomes para escolher, sobretudo na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

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