Mortes infantis por doenças evitáveis caíram desde 2000, de acordo com dados da ONU
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| Crianças desnutridas em hospital da República Democrática do Congo - 15/03/2018 REUTERS/Thomas Mukoya |
No
mundo todo morreram seis milhões de crianças em decorrência de doenças
evitáveis e outras complicações no ano passado, cerca de metade do
número de mortes semelhantes no ano 2000, quando nações adotaram metas
para acabar com a pobreza extrema, disse a Organização das Nações Unidas
(ONU) nesta terça-feira.
Líderes mundiais endossaram os Objetivos
de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) em 2000, ano no qual 11,2 milhões
de crianças de menos de 15 anos morreram de doenças evitáveis, falta de
água limpa, desnutrição e no parto.
O número caiu para 6,3 milhões
de pessoas em 2017, ou um óbito infantil a cada cinco segundos, de
acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que
publicou o relatório desta terça-feira com outras agências e o Banco
Mundial.
“Milhões de bebês e crianças não deveriam estar morrendo
todos os anos por falta de água limpa, saneamento, nutrição adequada ou
serviços básicos de saúde”, disse Princess Simelela, da Organização
Mundial da Saúde (OMS).
A maioria das 5,4 milhões de mortes do ano
passado foi de crianças de menos de 5 anos, segundo o relatório, que
também revelou que bebês nascidos em nações da África subsaariana ou do
sul da Ásia correm nove vezes mais risco de morrer do que os de países
mais ricos.
Este número caiu “drasticamente” desde os anos 1990,
quando 12,6 milhões de crianças de menos de 5 anos morreram em todo o
mundo de doenças evitáveis, de acordo com o relatório.
“Fizemos um
progresso notável para salvar crianças desde 1990, mas milhões ainda
estão morrendo por causa de quem são e de onde nasceram”, disse Laurence
Chandy, diretor de dados e pesquisa do Unicef.
“Com soluções
simples, como remédios, água limpa, eletricidade e vacinas, podemos
mudar essa realidade para todas as crianças”, disse ele em um
comunicado.
Em 2015 a ONU substituiu os ODMs por 17 Objetivos de
Desenvolvimento Sustentáveis, que estabeleceram 2030 como prazo para
acabar com a pobreza, a desigualdade e outras crises globais, e também
fomentando iniciativas como a energia sustentável.
Mas no ano
passado a ONU disse que até agora o progresso tem sido lento demais para
o cumprimento das metas, sobretudo devido à violência, incluindo
guerras.
Reuters

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