Candidatos ao Senado Federal pela Paraíba trocam acusações no debate da TV Arapuã
Os
candidatos ao Senado pela Paraíba, Veneziano Vital do Rêgo (PSB), Luiz
Couto (PT), Nivaldo Mangueira (Psol), Nelson Júnior (Psol), Cássio Cunha
Lima (PSDB), Roberto Paulino (MDB) e Daniella Ribeiro (Progressistas)
fizeram um debate acirrado e com troca de acusações, na noite da última segunda-feira (3), na TV Arapuan.
Em um formato novo de se fazer
debate, onde os candidatos têm a liberdade de fazer as perguntas e
escolher os adversários para as respostas, os políticos trataram de
vários temas, mas não abriram mão das alfinetadas e acusações.
Nelson
Júnior e Junior e Nivaldo Mangueira iniciaram o debate falando a
educação e sobre a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Nelson
Júnior acusou Cássio de incoerência por ter apoiado várias propostas do
Governo Temer, o impeachment de Dilma Rousseff e agora se posicionar
como oposicionista. Cássio reagiu e disse que Nelson Júnior é quem
tinha votado em Temer e que o Psol seria um “puxadinho” do PT.
Roberto
Paulino indagou a Daniella Ribeiro se ela apoiaria projetos como o IFPB
e o Hospital Universitário no Sertão. A candidata garantiu que o
emedebista poderá contar com o seu apoio se ela chegar ao Senado
Federal.
Finalizando o primeiro bloco, Daniella peguntou a
Nivaldo Mangueira sobre e UEPB e um processo de “sucateamento”. Ela
questionou o candidato do Psol sobre propostas que ele teria para a
área. Nivaldo considerou que a população está indignada e criticou a
manutenção do poder nas mãos de “três ou quatro famílias” no Estado. “A
educação está no fundo do poço”, disse Nivaldo ao questionar Daniella se
ela teria coragem para colocar seus filhos nas escolas públicas.
O
segundo bloco começou com direito de respostas à Cássio. Veneziano
afirmou que o tucano teria votado contra recursos para a
Paraíba. Roberto Paulino lembrou a Veneziano Vital do Rêgo dos tempos
que eram aliados e questionou o socialista sobre “coerência” política
por estar agora do lado oposto ao que defendiam. Veneziano afirmou não
se sentir incoerente em ir para o lado de Ricardo Coutinho porque o
apoiou no segundo turno das eleições em 20174. “Eu seria incoerente se
tivesse ido para o lado do PSDB”, afirmou.
Roberto Paulino
considerou que Veneziano não seria especialista em coerência e garantiu
que não se envaideceu pelo poder. “Eu poderia ter cargos no governo mas
não aceitei porque não poderia estar ao lado de pessoas que não estão
de acordo com minhas posições. Agora o senhor não poderia falar em
coerência”, disse Paulino. Por sua vez, o socialista acusou os
opositores de tentarem desconstruir o que o governo tem feito.
Em
sua pergunta, Veneziano questionou Daniella Ribeiro, sobre emenda 241
que teve como um dos principais articuladores, o deputado federal
Aguinaldo Ribeiro, que seria desastrosa e prejudicial a educação.
Daniella considerou que Veneziano é “machista” e que estaria agindo
como um ator. Para ela, a pergunta deveria ser feita ao próprio
Aguinaldo Ribeiro e não a ela. “Quem está aqui é Daniella. Eu não votei
nada e não sou deputada federal. Quando quiser debater com Aguinaldo
você chama o deputado federal e debate com ele”, orientou.
Daniella
indagou Cássio sobre a segurança pública e quis saber do tucano e
colega de chapa suas propostas para melhorar o setor. Cássio defendeu
posse de arma para agentes de trânsito, policiais reformados e a criação
da polícia penal. “É preciso criar mecanismos para que os agentes da
lei possam ampliar a segurança”, disse Cássio alegando que as forças de
Segurança no Estado não cresceram depois de sua gestão. A
progressista afirmou que no Senado irá destinar recursos para a área de
inteligência das polícias e combate a violência.
Cássio questionou
Luiz Couto sobre o empreendedorismo e quis saber do petista sobre o
voto dele contra emenda na Reforma Trabalhista que garantia seguro
desemprego para o trabalhador rural. Coutou afirmou que foi contra o
agronegócios que já tem muitas regalias e disse que esta preocupado é
com a violência contra a mulher, principalmente o feminicídios e
defendeu uma reforma na segurança.
Entretanto, Cássio disse que
queria discutir a Reforma Trabalhista e afirmou que se “faz terrorismo”
ao afirmar que ela tirou direitos aos trabalhadores. O petista indagou
Nelson Júnior sobre questões nacionais e jogou para Cássio a pecha de
participar de um governo que quer vender o país. Nelson Júnior
considerou que Cássio se esconde em Pedro Cunha Lima para justificar o
voto em matérias de Temer. Para o candidato do Psol, trabalhadores estão
sendo demitidos e depois voltam ao posto de trabalho ganhando bem menos
como terceirizados.
Durante o debate Roberto Paulino cobrou
redução de impostos no Estado. “O que está matando os comerciantes é a
carga tributária”, opinou.
MaisPB

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