quinta-feira, 14 de julho de 2016

Descoberta


As vespas, quando comparadas às abelhas, que produzem mel, não são muito bem vistas. Mas uma descoberta científica pode mudar nosso olhar sobre esses insetos.
Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) descobriram que o veneno da vespa pode atacar células cancerosas sem atingir as células saudáveis. 
Essa pesquisa foi feita em parceria com a University of Leeds. O veneno da vespa tem uma toxina chamada Polybia-MP1, que é produzida pela vespa Polybia paulista, conhecida como “paulistinha”.
O estudo, publicado na revista Biophysical Journal , descreve como a toxina MP1 reage com moléculas de gordura existentes na membrana das células cancerosas. 
Desse modo, a toxina abre furos nas células, tornando-as mais permeáveis. De acordo com o pesquisador João Ruggiero Neto, da Unesp, esses buracos levam segundos para se formarem, permitindo que moléculas como RNA e outras proteínas escapem da célula, inutilizando-a. 
Experimentos já demonstraram que a toxina pode inibir o crescimento de células de câncer de próstata, bexiga e leucemia, que se mostraram resistentes a outros tratamentos. 
A descoberta é especialmente especial porque pode dar início a uma classe inteiramente nova de tratamento anticâncer, a partir do veneno desse inseto.
Mais pesquisas serão feitas para utilizar essa descoberta para fins terapêuticos.

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