segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O Dilema de Ricardo Coutinho


Heron Cid é jornalista graduado pela UFPB. Filho de Marizópolis, no Sertão da Paraíba, começou na Rádio Jornal AM, em Sousa, foi repórter de política do Correio Debate (Correio Sat), apresentador dos programas Jornal da Correio e Correio Verdade, da TV Correio. Atualmente é um dos apresentadores do Correio Debate (Correio Sat), apresentador do Jornal da Correio (TV Correio), colunista político do Jornal Correio da Paraíba e fundador e diretor geral do Portal MaisPB. Contato: heroncid@gmail.com

Ricardo e Cássio



O cenário presente e as últimas sondagens de opinião pública em meio a um vendaval de especulações indicam que, ao governador Ricardo Coutinho, o mais adequado é trabalhar, mais do que nunca, pela renovação da aliança com o senador Cássio Cunha Lima, eleitor privilegiado da nossa cena política.

Ricardo tem clareza disso. Pode até precisar conviver com uma candidatura do PSDB, mas sinaliza que não sairá da sua boca palavras que justifiquem a consumação de um eventual racha. Ontem, por exemplo, ao voltar a tratar do tema, Coutinho expediu vários acenos e afagos à figura do senador tucano.

“Temos uma aliança que foi de ontem, de hoje e de amanhã. Eu cumpro os compromissos. Tenho até obsessão por isso. Tenho muito cuidado com aquilo que digo e me comprometo. Tenho um governo de coalizão com várias forças. Tenho respeito pelo senador Cássio. Não vejo porque romper uma aliança que vem dando certo”, pontuou.

As pesquisas e a lógica, de fato, incensam a necessidade da manutenção dessa aliança como passo fundamental e caminho mais fácil ao êxito do projeto de reeleição do governador socialista. Desconhecer ou ignorar essa premissa é nadar contra a maré e querer tapar o sol com a peneira, coisa que, nessa Paraíba ensolarada, é impossível.

O clima político e os números em poder dos principais estrategistas revelam a viabilidade tanto da candidatura do governador quanto da posição privilegiada do senador, cujos aliados e cabos eleitorais pressionam pela postulação própria. A eleição passa pelos dois. A Ricardo, a esta altura, cabe convencer Cássio de que na balança da relação construída até aqui há mais motivos para unir do que para separar.  
*Artigo publicado na Coluna do Correio da Paraíba, edição do dia 12/10/2013 (sábado).

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